sábado, 2 de maio de 2026

As alianças e dispensações de Deus

  Por: Jânio Santos de Oliveira

Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra

 Pastor Presidente: Eliseu Cadena

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  Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

Vamos abrir a Palavra de Deus que se encontra no Livro de Gênesis3.16-19 que nos afirma:

16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.

18 Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.

19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.

As dispensações e alianças de Deus são estruturas teológicas que organizam a história bíblica em períodos de administração divina (dispensações) e acordos formais (alianças). As sete dispensações (Inocência, Consciência, Governo Humano, Promessa, Lei, Graça, Reino) mostram a administração de Deus, enquanto as alianças (Adâmica, Noética, Abraâmica, Mosaica, Davídica, Nova) revelam o plano de redenção progressiva, culminando em Cristo.


I.                   Um resumo dos pactos e alianças de Deus com o homem.

 

As alianças condicionais de Deus são pactos baseados na estrutura "se... então", onde as bênçãos dependem da obediência humana. Exemplos principais incluem o Pacto das Obras com Adão (obediência no Éden) e a Aliança Mosaica (Dez Mandamentos), onde a desobediência resultava em consequências, destacando a necessidade de fidelidade humana.

Pacto das Obras (Adão): A promessa de vida eterna estava condicionada a não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. A queda de Adão quebrou essa aliança.

Aliança Mosaica (Sinai): Deus prometeu proteger e prosperar Israel, desde que seguissem as leis e estatutos divinos. Era um compromisso bilateral (partes de Deus e do homem).

A Nova Aliança: Embora a salvação seja pela graça, a vivência cristã envolve a condição de crer em Cristo e perseverar na obediência como resposta ao seu amor.

Consequências: Ao contrário das alianças incondicionais (como com Noé ou Abraão), nas condicionais, a falha humana gera punição, quebra de aliança ou perda de bênçãos.

Propósito: Mostrar a incapacidade humana de cumprir a lei perfeitamente e apontar para a necessidade de Jesus Cristo, que cumpriu todas as condições em nosso lugar.

 

As alianças incondicionais de Deus são promessas unilaterais baseadas exclusivamente na fidelidade divina, garantindo o cumprimento de propósitos redentivos independentemente da obediência humana. Destacam-se as alianças com Noé (preservação), Abraão (eleição/terra), Davi (reino eterno) e a Nova Aliança em Cristo, que asseguram graça e transformação espiritual.

Principais Alianças Incondicionais (Pactos de Graça):

Aliança Noética (Gênesis 9): Deus promete nunca mais destruir a terra com um dilúvio, garantindo a preservação da vida. O arco-íris é o sinal dessa promessa universal.

Aliança Abraâmica (Gênesis 12, 15, 17): Deus escolhe Abraão e promete torná-lo uma grande nação, dar-lhe a terra de Canaã e abençoar todas as famílias da terra através de sua descendência (cumprida em Cristo).

Aliança Davídica (2 Samuel 7): Promessa de que a linhagem de Davi estabeleceria um reino eterno, culminando no Messias (Jesus), cujo reinado não teria fim.

Nova Aliança (Jeremias 31, Lucas 22): O ápice da graça, selada com o sangue de Jesus, prometendo perdão total de pecados, a lei escrita no coração e um relacionamento direto com Deus.

Diferente das alianças condicionais (como a Mosaica, que exigia obediência), as incondicionais focam no compromisso de Deus em salvar e restaurar a humanidade, mesmo diante da falha humana.

 

Provérbios 10:22, a palavra de Deus diz assim: “A bênção do Senhor é que enriquece e não acrescenta dores.

 

II.                 As 9 alianças condicionais e incondicionais de Deus

 

Deus estabeleceu a aliança mosaica com a nação de Israel, no Monte Sinai.

Existem dois tipos de alianças na Bíblia: condicional e incondicional. A "condicional" significa que, para Deus cumprir sua parte, a humanidade deve cumprir a sua primeiro. Já as alianças "incondicionais" são aquelas que Deus cumpre com o seu poder divino. Cada um das oito principais alianças na Bíblia cai em uma dessas duas categorias e opera dentro de "dispensações", ou períodos de tempo específicos. Cada uma aborda um conjunto específico de participantes e circunstâncias.

1. A Aliança Edênica (condicional)

A Aliança Edênica é uma condicional, encontrada no Gênesis 1:26-31, 2:16-17, que traça as consequências do pecado de Adão e Eva no Jardim do Éden. Sua desobediência determinou o destino de toda a humanidade. Na Aliança Edênica, Deus promete a Adão que as bênçãos e maldições dependem da fidelidade da humanidade. Por causa de seu pecado, a aliança prevê que o homem finalmente terá uma morte física e espiritual.

2. A Aliança Adâmica  (condicional)

A Aliança Adâmica é encontrada em Gênesis 3:16-19 e é uma aliança incondicional. Embora só Deus e Adão sejam participantes dessa aliança, Adão é considerado um representante de toda a humanidade, ou seja, a oferta ainda se aplica nos dias de hoje. Na Aliança Adâmica, Deus diz a Adão que tipo de dificuldades pode esperar na vida por causa de seu pecado. Muitos cristãos interpretam essa aliança de maneira a incluir a promessa de um redentor que virá para resgatar os homens da consequência do pecado.

Esta aliança determina a vida do homem decaído, e marca condições que prevalecerão até a época do reino eterno.

"A própria criatura será liberada do cativeiro da correção para a Uberdade da glória dos filhos de Deus '\ Rm 8.21.

Os Elementos da Aliança Adâmica, são os seguintes:

·       A Serpente, instrumento de Satanás, amaldiçoada;

·       A primeira promessa de um redentor, Gn 3.15;

·       A condição da Mulher mudada em três sentidos, Gn 3.16: concepção multiplicada; maternidade ligada com sofrimento; sujeição ao homem, Gn 1.26,27.

·       A Terra Amaldiçoada por causa do homem, Gn 3.17;

·       O inevitável cansaço da vida, Gn 3.17;

·       O leve trabalho do Éden, Gn 2.15; mudado para o serviço laborioso, Gn 3.18,19,e

·       A morte física, Gn 3.19; Rm 5.12,2; para a Morte Espiritual (Gn 2.17; Ef 2.5).

"Deus dá uma demonstração que sua atitude para com o Homem é sempre com o intuito de fazê-lo compreender sua pequenez e dependência, mas jamais deixa de prover".

As duas Ofertas são Diferentes:

1. Abel.

Oferece sangue. Ele mostrou penitência e desejo de aproximar-se de Deus. O sacrifício foi feito pela Fé nos atributos que ele via em Deus, I Jo 3.12. Devemos observar que havia uma grande diferença na conduta de Caim e Abel, que era um homem de fé e obediente ao Senhor, Gn 4.4; Hb 11.4 e Caim, ofereceu dos frutos do campo que cultivava, demonstrando um espírito de alta confiança, onde temos uma "Oferta Sem Fé", movida pela rebelião e pelo desprezo ao Redentor. Deus recebe a oferta de Abel e Caim revolta-se e mata seu irmão:

"É bom notar que a "primeira contenda" entre irmãos resultou em ódio, separação e morte ".

2. Caim.

Foi o primeiro a construir cidades e o primeiro a glorificar o nome do homem, Gn 4.17. Edificou uma cidade e pôs o nome de seu filho, Enoque.

Sua Linhagem Ímpia:

Lameque, Gn 4.19. Foi o "primeiro polígamo", isto é, possuiu mais de uma mulher, Gn 4.23,24. Brigou com um rapaz, saiu ferido e o matou.

Jabal, um dos filhos de Lameque. Distingue-se como o "primeiro homem a ocupar-se da pecuária e a adotar uma vida nômade", habitando em tendas. Talvez em desafio ao mandamento.

Jubal, outro filho de Lameque. Foi o "Inventor de Instrumentos Musicais". A música é do Senhor e haverá maravilhosa harmonia no Céu.

Tubal-Caim era "fabricante de Artefatos de Ferro e Cobre". Possivelmente, foi o primeiro homem a forjar armas bélicas^ Por causa desses materiais, Gn 6.13, é "pois a terra está cheia de violência dos homens". Isso indica a orgia de crimes, homicídios e obras iníquas.

Esses homens: Jabal, Jubal e Tubal-Caim eram ímpios, Gn 4.26.

Depreendemos de Gn 4.25, que o assassinato de Abel teve lugar pouco antes do nascimento de Sete, isto é, uns 130 anos depois da criação do homem. Por isso não devemos pensar que Abel e Caim fossem os únicos filhos de Adão e Eva. Em Gênesis 3.20, lemos: Eva, mãe de todos os viventes; e Gn 5.4, registra que Adão e Eva tiveram filhos e filhas. A tradição diz que foram 33 filhos e 27 filhas.

Esses naturalmente tiveram descendências. Por isso quando Abel morreu, provavelmente havia muito mais gente no mundo do que se pensa. Deus coloca um sinal em Caim, Gn 4.15. Na V.B. lê-se: "Jeová deu um Sinal a Caim'9. Não devemos entender que ele fosse marcado, mas que Deus, de alguma maneira, assinalou a pretensão divina.

Uma pergunta freqüente é esta: "Com quem casou Caim? ". A resposta, por uma suposição, é esta: com uma irmã dele.

Você talvez vai ignorar este casamento, mas não deve esquecer que a proibição de casamento com parente próximo, veio só 2.500 anos depois, Lv 18.6. Sabemos que "tais uniões", ilícitas para os Israelitas, eram praticadas por outros povos, Lv 18.24.

3. A Aliança Noética (condicional)

Esta Dispensação durou 427 anos, desde o tempo do Dilúvio até a Dispersão do homem sobre a superfície da Terra, Gn 10.35; 11. l O-19.

O homem fracassou inteiramente e o julgamento do Dilúvio marca o fim da Segunda Dispensação e o começo da Terceira. A declaração da aliança com Noé sujeita a humanidade a uma prova: "o homem é essencialmente responsável pelo governo do mundo, de acordo com a vontade de Deus". Essa responsabilidade pesou sobre os judeus e gentios, até que o fracasso de Israel sobre a Aliança da Palestina, Dt 28-30.1-10, resultou no julgamento dos cativos quando começaram "os tempos dos gentios", Lc 21.24. O governo do mundo passou definitivamente para os gentios, Dn 2.3 6-45; At 15.14-17, e Israel, como os Gentios, tem governado para si e não para Deus.

Neste trecho de Noé e seus descendentes, contém alguns pontos que pedem a nossa atenção: a bênção e a promessa de Deus', o pacto que fez com Noé e com toda a alma vivente. O arco-íris, Gn 9.12,17. Alguns pensam que antes do Dilúvio, nunca houve chuva, Gn 2.6. Ezequiel teve uma visão, Ez l .28: "Como o aspecto do arco que aparece no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava".

Em Gn 9.21, lemos sobre a embriaguez, de Noé que nos faz ver que até um homem ricamente abençoado por Deus pode ser vencido por pecados carnais.

De passagem, notamos o procedimento correio de Sem e Jafé, que em tempos remotos tiveram um sentimento moral tão desenvolvido como o dos mais ilustrados de hoje.

Notamos também, como a maldição caiu sobre Canaã, o filho mais moço de Cão, e não sobre seu pai, e desde então os Cananitas foram adversários do povo de Deus, até serem totalmente extintos da Terra, Is 17.18.

Se a Bíblia não tivesse registrado: a embriaguez de Noé; o adultério de Davi e a mentira de Pedro, estaríamos imaginando que os homens piedosos do passado eram diferentes de nós mesmos, pois temos tido nossos lapsos na senda da retidão. Verificamos que tal falha não nos autoriza cairmos no mesmo delito, porque deles já temos a história e o aviso: "Olha, Não Caia)>.

Quatro Raças originaram-se dos quatro filhos de Cão. Essas por sua vez subdividiram depois, povoaram as terras da África, da Arábia Oriental, da Costa Oriental do Mar Mediterrâneo e do grande Vale dos rios Tigre e Eufrates.

Descendentes de Noé:

a) Jafé: zona Norte das nações e as proximidades dos mares Negro e Cáspio: as raças caucásicas da Europa e Ásia.

b) Cão: zona Sul das nações, a Arábia Meridional e Central, o Egito, a costa oriental do Mediterrâneo e a costa oriental da África. (Canaã, filho de Cão).

c)Sem: zona central das nações. Os semitas incluíam os judeus, assírios e sírios, na parte Norte do vale do Eufrates.

A Aliança com Noé, Gn 9.1-17:

Confirmação de que o homem seria relacionado à terra, conforme a Aliança Adâmica, Gn 8.21;

·       Confirmação da ordem da natureza, Gn 8.22; Estabelecimento do governo humano, Gn 9. l -6;

·       Garantia de que a Terra não sofreria outro Dilúvio, Gn 8.21; 9.11;

·       Declaração profética de que procederia de Cão uma posteridade inferior e serviçal, Gn9.24.25;

·       Declaração profética de que haveria uma relação especial entre Jeová e Sem, Gn9.26.27, e

·       Declaração profética de que de JAFÉ procederiam as "raças dilatadas ", Gn 9.27. Os governos, as ciências e as artes têm provido, geralmente, de descendentes de Jafé; assim a História tem confirmado o exato cumprimento dessas declarações.

 

A Torre de Babel, Gn 11

Neste capítulo do Gênesis encontramos o começo da confederação e do engrandecimento humano. E Deus desaprovou essa confederação: impediu o projeto de se fazer uma alta torre que tocasse no "céu". É interessante confrontar com este começo o desenvolvimento de confederações humanas de hoje e a multiplicação de nomes partidários.

A Descendência de Sem.

Vemos que a posteridade abençoada por Deus nem sempre seguiu pela linha do primogênito. Arpachade era o terceiro filho de Sem, Gn 10.22, e não o primeiro.

Em Gn 5, vemos que as idades dos patriarcas vão quase sempre diminuindo. Porventura seria licito entender que os anos eram, no princípio, mais curtos do que atualmente7 Somente assim poderemos compreender o caso de um homem esperar uns 100 anos antes de nascer-lhe um filho.

4. A Aliança Abraâmica (incondicional)

A Aliança Abraâmica é uma aliança incondicional em que Deus faz uma promessa a Abraão de que ele seria pai de muitas nações diferentes e que iria prosperar e ser abençoado. Através de Abraão, veio a raça dos judeus, e o sinal da aliança é a circuncisão. Os detalhes da aliança de Abraão pode ser encontrados em Gênesis 12:1-4, 13:14-17, 15:1-7, 17:1-8.

O alcance individual das bênçãos. A Bíblia revela que Deus trata com pessoas e não apenas com nações. É o que aprendemos com a vida de Abraão. Na Antiga Aliança, as bênçãos contemplavam o presente, mas também apontavam para o porvir. Eram circunstanciais, porém sinalizavam algo permanente. As bênçãos, portanto, eram tanto temporais como eternas. As temporais eram aquelas que diziam respeito à realidade pessoal do patriarca; as eternas referiam-se às promessas que estavam por se cumprir na plenitude dos tempos (Gl 4.4).

Quando Deus chamou Abraão de Ur dos Caldeus, o patriarca não partiu motivado por expectativas materiais e financeiras, mas saiu para cumprir a vontade divina. Mas nem por isso Abraão deixou de ser abençoado com bens materiais (Gn 24.35). Ele sabia como lidar com o transitório, pois tinha a mente no eterno.

A Aliança Abraâmica é a precursora das Alianças redentoras e todas as bênçãos espirituais de Deus partem dela (ver Gênesis 12.1-3,7; 13.14-17; 15.1-21; 17.1-21; 22.15-18).

Essa Aliança representa uma questão fundamental na profecia bíblica, no que diz respeito a ainda ser ou não válida para o povo de Israel.

As três principais promessas da Aliança Abraâmica estão relacionadas com terra, semente (descendência) e uma bênção que se estenderá para todo o mundo (Gn 12.1-3).

Enquanto Abraão e seus descendentes diretos – Israel – são os principais envolvidos na promessa, os gentios também são incluídos como participantes.

A Aliança pode ser subdividida em 14 aspectos (a partir do texto de Gênesis):

·       Uma grande nação surgiria de Abraão: Israel (12.2; 13.16; 15.5; 17.1-27; 22.17).

·       Ele recebeu a promessa de uma terra específica: a terra de Canaã (12.1,5-7; 13.14-15,17; 15.18-21; 17.8).

·       O próprio Abraão seria abençoado (12.2; 15.6; 22.15-17).

·       O nome de Abraão seria grande (12.2).

·       Abraão seria uma benção para os outros (12.2).

·       Os que o abençoassem seriam abençoados (12.3).

·       Os que o amaldiçoassem seriam amaldiçoados (12.3).

·       Em Abraão todos os habitantes da terra seriam abençoados já que era uma promessa que se estenderia aos gentios (12.3; 22.18).

·       Abraão teria um filho com sua esposa, Sara (15.1 -4; 17.1 ó-21).

·       Seus descendentes seriam escravos no Egito (15.13-14).

·       Assim como Israel, outras nações surgiriam de Abraão (17.3-4,6); os Estados árabes são algumas dessas nações.

·       Seu nome seria mudado de Abrão para Abraão (17.5).

·       O nome de Sarai seria mudado para Sara (17.15).

·       Haveria um sinal da aliança – a circuncisão (17.9-14). De acordo com a Aliança Abraâmica, a circuncisão era uma identificação do que é ser judeu.

As 14 promessas são distribuídas e se cumprem nas três partes:

·       Abraão – 1,2,3,5,6,9,11,12,13

·       Israel, a semente – 1,2,5,6,7,10,14

·       Gentios – 6,7,8,11

Dessa maneira, pode-se dizer que as promessas de terra da aliança abraâmica são desenvolvidas na aliança palestina, as promessas de semente são desenvolvidas na aliança davídica e as promessas de benção são desenvolvidas na nova aliança. Esta, então, determina todo o futuro plano para a nação de Israel e é um fator de grande importância na escatologia bíblica.

 

O Caráter da Aliança Abraâmica

 

Como a aliança abraâmica trata da posse da Palestina por Israel, de sua continuidade como nação para possuir essa terra e de sua redenção a fim de que possa gozar a benção na terra sob seu rei, é de grande importância descobrir o método de cumprimento dessa aliança. Se é uma aliança literal a ser cumprida literalmente, então Israel deve ser preservado, convertido e restaurado. Se é uma aliança incondicional, esses acontecimentos na vida nacional de Israel são inevitáveis.

 

Elemento Condicional

Enquanto Abraão morava na casa de Terá, um idólatra (Js 24.2), Deus ordenou que ele deixasse a terra de Ur, embora isso exigisse jornada a uma terra estranha e desconhecida (Hb 11.8), e fez promessas específicas que de pendiam desse ato de obediência. Abraão, em obediência parcial, visto que não quis separar-se de sua família, viajou a Harã (Gn 11.31). Ele não recebeu nenhuma das promessas ali. Apenas com a morte do pai (Gn 11.32) é que Abraão começa a receber alguma parte da promessa de Deus, pois somente depois desse fato é que Deus o leva para a terra (Gn 12.4) e lhe reafirma a promessa original (Gn 12.7).

É importante observar a relação da obediência com o plano da aliança. Quer Deus instituísse um plano de aliança com Abraão, quer não, isso dependia do ato de obediência de Abraão em abandonar a terra. Quando, por fim, esse ato foi cumprido e Abraão obedeceu a Deus, Deus instituiu um plano irrevogável e incondicional. Essa obediência, que se tornou a base da instituição do plano, é citada em Gênesis 22.18, em que a oferta de Isaque é apenas mais uma evidência da atitude de Abraão para com Deus.

A existência de um plano de aliança com Abraão dependia do ato de obediência de Abraão. Quando ele obedeceu, a aliança instituída dependia não da obediência continuada de Abraão, mas da promessa de quem a instituiu. O fato da aliança dependia da obediência; o tipo de aliança inaugurada era totalmente desvinculado da obediência continuada de Abraão ou de sua semente.

 

Elemento Incondicional (visão pré-milenista)

A questão de a aliança abraâmica ser condicional ou incondicional é reconhecida como ponto crucial de toda a discussão relacionada ao cumprimento da aliança abraâmica. Vários argumentos têm sido apresentados para apoiar a proposta dos pré-milenistas quanto ao caráter incondicional dessa aliança:

1) Todas as alianças de Israel são incondicionais, com exceção da mosaica. A aliança abraâmica é expressamente declarada eterna e, por conseqüência, incondicional em várias passagens (Gn 17.7,13,19; l Cr 16.17; Sl 105.10). A aliança palestina também é declarada eterna (Ez 16.60). A aliança davídica é apresentada da mesma forma (2Sm 7.13,16,19; l Cr 17.12; 22.10; Is 55.3; Ez 37.25). A nova aliança com Israel é igualmente eterna (Is 61.8; Jr 32.40; 50.5; Hb 13.20).

2) Com exceção da condição original de abandonar sua terra natal e dirigir-se à terra prometida, a aliança é firmada sem condições.

3) A aliança abraâmica é confirmada repetidamente por reiteração e por ampliação. Em nenhuma dessas ocasiões as promessas adicionadas se condicionam à fé da semente ou do próprio Abraão; nada se diz sobre ela estar sujeita à fé futura de Abraão ou de sua semente.

4) A aliança abraâmica é formalizada por um ritual divinamente ordenado que simboliza o derramamento de sangue e a passagem entre as partes do sacrifício (Gn 15.7-21; Jr 34.18). Essa cerimônia foi dada a Abraão como garantia de que sua semente herdaria a terra nas mesmas fronteiras dadas a ele em Gênesis 15.18-21. Nenhuma condição está conectada à promessa nesse contexto.

5) Para distinguir os que herdariam as promessas como indivíduos dos que eram apenas a semente física de Abraão, foi dado o sinal visível da circuncisão (Gn 17.9-14). Os incircuncisos eram considerados não alcançados pela bênção prometida. O cumprimento último da aliança abraâmica e a posse da terra pela semente não dependiam, contudo, da fidelidade ao pacto de circuncisão. Na verdade as promessas da terra foram concedidas antes que a cerimônia fosse introduzida.

6) A aliança abraâmica foi confirmada pelo nascimento de Isaque e de Jacó, os quais receberam repetições das promessas na forma original (Gn 17.19; 28.12,13)

7) O fato notável é que as repetições da aliança e o seu cumprimento parcial acontecem a despeito da desobediência. E claro que em vários instantes Abraão se afastou da vontade de Deus. No próprio ato as promessas são repetidas a ele.

8) As confirmações posteriores da aliança foram feitas em meio a apostasia. Muito importante é a promessa dada por Jeremias de que Israel continuaria como nação para sempre (Jr 31.36)

9) O Novo Testamento declara a aliança abraâmica imutável (Hb 6.13-18;  Gn 15.8-21). Ela não foi apenas prometida, mas solenemente confirmada pelo juramento de Deus.

10) Toda a revelação das Escrituras a respeito de Israel e de seu futuro, contida no Novo e no Antigo Testamento, se interpretada literalmente, confirma e sustenta o caráter incondicional das promessas feitas a Abraão.

 

Argumentos amilenistas contra o caráter incondicional da aliança Abraâmica

O pensamento dessa escola de interpretação.

1)    "Deve-se observar que pode haver uma condição numa ordem ou promessa sem estar especificamente declarada.

Exemplo disso é a carreira de Jonas que recebeu a ordem de pregar juízo incondicional, sem nenhuma reserva: "Em quarenta dias, Nínive será destruída".

 A condição não declarada foi pressuposta no próprio caráter de Deus como um Deus de misericórdia e compaixão.

 O juízo da família de Eli (1 Sm 2.30) O exemplo notável desse princípio pode haver condições implícitas, não declaradas.

Contra-argumento

Não existem condições declaradas nas Escrituras nas quais o amilenista possa buscar confirmação de sua defesa.

Toda a sua posição repousa no silêncio, em condições implícitas e não declaradas. No caso de Eli, não existe nenhuma relação, pois Eli estava vivendo sob a economia mosaica, condicional em seu caráter e sem relação com a aliança abraâmica.

O fato de a aliança mosaica ser condicional não significa que a aliança abraâmica também precise ser. E, além disso, no que diz respeito a Jonas, devemos observar que também não existe relação. A mensagem que Jonas pregou não constituía uma aliança e não se relaciona de forma alguma à aliança abraâmica. Era um princípio bem estabelecido das Escrituras (Jr 18.7-10; 26.12,13; Ez 33.14-19) que o arrependimento afastaria o juízo. O povo se arrependeu e o juízo foi retirado. Mas a pregação de Jonas, da qual é dada apenas uma declaração resumida, de forma alguma altera o caráter da aliança abraâmica.

 

2) "É verdade que, nos termos expressos da aliança abraâmica, a obediência não é declarada como condição. Mas dois fatos indicam claramente que a obediência estava pressuposta. Um, é que obediência é a pré-condição de bênção em todas as circunstâncias. O segundo fato é que, no caso de Abraão, o dever da obediência é particularmente salientado. Em Gênesis 18.17s. diz-se claramente que, da escolha de Abraão, Deus propôs trazer à existência, por piedosa preparação, uma semente justa que "guardaria o caminho do Senhor", para que em conseqüência e recompensa de tal obediência "o Senhor cumpra a Abraão tudo o que a respeito dele falou".

Contra-argumento

Mais uma vez, Ales reconhece que as Escrituras não contém, em parte alguma, nenhuma declaração de condições estipuladas. Embora isso devesse ser suficiente em si mesmo, há outras considerações concernentes a esse argumento. Primeiramente, é errado declarar que a obediência é sempre uma condição para a bênção. Se isso fosse verdade, como poderia um pecador ser salvo?

Mais uma vez, é importante observar que uma aliança incondicional, que confere certeza ao plano pactual, pode conter bênçãos condicionais. O plano será cumprido, mas o indivíduo recebe as bênçãos relacionadas apenas por ajustar-se às condições das quais essas bênçãos dependem. E o caso da aliança abraâmica. Além do mais, já foi dito que, embora a instituição do plano pactual entre Deus e Abraão de pendesse do ato de obediência deste em abandonar sua casa, uma vez inaugurada a aliança, ela não impunha condição alguma. E, finalmente, a aliança é reafirmada e ampliada para Abraão depois de atos defini dos de desobediência (Gn 12.10-20; 16.1-16).

3) "A obediência foi vitalmente ligada à aliança abraâmica e isso é demonstrado com clareza especial pelo fato de que havia um sinal, o rito da circuncisão, cuja observância era de fundamental importância. A eliminação do povo da aliança era a punição para quem não o observasse. O rito era em si um ato de obediência (1 Co 7.19)."

Contra-argumento

Em resposta a essa alegação, é suficiente destacar que o rito da circuncisão, dado em Gênesis 17.9-14, veio muitos anos após a instituição da aliança, e após repetidas reafirmações a Abraão (Gn 12.7; 13.14-17; 15.1-21). Que motivo há em exigir que um sinal siga a aliança quando a aliança está claramente em vigor antes da instituição do sinal? Então, novamente, a partir de um estudo do rito conclui-se que a circuncisão está relacionada ao gozo das bênçãos da aliança e não à sua instituição ou continuidade.

4) "Os que insistem em que a aliança abraâmica foi totalmente incondicional na verdade não a consideram como tal; isso também é demonstrado pela grande importância que os dispensacionalistas atribuem ao fato de Israel estar "na terra" como condição prévia da benção sob essa aliança."

5) "Que os dispensacionalistas não consideram a aliança abraâmica totalmente incondicional também se evidencia pelo fato de que jamais os ouvimos falar sobre a reintegração de Esaú à terra de Canaã e à completa bênção sob a aliança abraâmica. Mas, se a aliança abraâmica fosse incondicional, por que Esaú foi excluído das bênçãos?"

Contra-argumento

Esses dois argumentos podem ser respondidos juntos.

 Em cada caso, que o que se tem em mente é o relacionamento com as bênçãos, não o relacionamento com a continuidade da aliança. Como se afirmou anteriormente, as bênçãos eram condicionadas à obediência, à permanência no lugar da bênção. Mas a aliança em si vigorava quer estivessem na terra, quer fossem contemplados ou não com a bênção.

Por outro lado, se a desobediência e a retirada da terra anulassem a aliança, não importaria se Esaú tivesse permanecido na terra ou não. Mas, já que bênçãos cairiam sobre o povo da aliança, Esaú foi excluído porque não estava qualificado para recebê-las, uma vez que não cria nas promessas. Observamos que a primogenitura (Gn 25.27-34) desprezada por Esaú era a promessa de que ele seria o herdeiro da aliança abraâmica. Já que essa se baseava na integridade de Deus, Esaú deve ser visto como homem que não cria que Deus pudesse cumprir ou cumprisse a Sua palavra. Da mesma forma, a bênção desprezada (Gn 27) lhe pertencia sob a aliança, e dela Esaú foi privado por causa de sua descrença manifesta no desdém em relação à primogenitura. A rejeição de Esaú ilustra o fato de que a aliança era seletiva e deveria ser cumprida por meio da linhagem escolhida por Deus.

6) "A certeza do cumprimento da aliança não se baseia no fato de ser incondicional, nem seu cumprimento depende da obediência imperfeita de homens pecadores. A certeza do cumprimento da aliança e a segurança do crente sob ela, em última análise, dependem totalmente da obediência a Deus."

Contra-argumento

É impossível deixar de notar a mudança completa na linha de raciocínio nesse aspecto. Até aqui sustentou-se que a aliança não será cumprida porque ela é uma aliança condicional. Agora se afirma que a aliança será cumprida com base na obediência de Cristo. Como nossas bênçãos espirituais são resultado dessa aliança (Gl 3), o amilenarista é obrigado a reconhecer algum cumprimento. Se ela tivesse sido ab-rogada, Cristo jamais teria vindo. Se a segurança oferecida sob ela fosse condicional, não haveria certeza de salvação. Conquanto concordemos largamente que todo cumprimento se baseia na obediência de Cristo, esse fato não altera o caráter essencial da aliança que tornou necessária a vinda de Cristo. Se Cristo veio como cumprimento parcial da aliança, Sua segunda vinda promete um cumprimento completo.

7)

a) "Com respeito à semente, devemos observar que as mesmas palavras que aparecem na aliança são usadas para a nação de Israel na época de Salomão. Isso indicaria que a promessa foi considerada cumprida nesse aspecto na época de ouro da monarquia."

b) "Com respeito à terra, o domínio de Davi e de Salomão estendia-se do Eufrates ao rio do Egito.

Israel tomou posse da terra prometida aos patriarcas. Eles a possuíram, mas não “para sempre”. Aposse da terra foi perdida pela desobediência  ela pode ser considerada cumprida sécu los antes do primeiro advento…"

Contra-argumento

A aliança não terá cumprimento futuro por que já foi cumprida historicamente. A história de Israel, mesmo sob a glória dos reinados de Davi e de Salomão, nunca realizou a promessa feita a Abraão. Logo, à experiência histórica citada não podemos atribuir cumprimento. Mais ainda, se a aliança fosse condicional, visto que Israel esteve muitas vezes em desobediência entre a instituição da aliança e o estabelecimento do trono de Davi, como explicar algum cumprimento? A incredulidade que se seguiu à era de Davi não se diferenciava da que a precedeu. Se a descrença posterior anulava a aliança, a descrença anterior teria impedido qualquer espécie de cumprimento.

 

As Implicações Escatológicas da Aliança Abraâmica

O significado da Aliança Abraâmica para a profecia bíblica está relacionado com a maneira de vermos como Deus está cumprindo as Suas promessas. É consenso que Jesus facilita o cumprimento de muitos aspectos da aliança (Gálatas 3.6-4,11).

Amilenistas, pós-milenistas e teólogos aliancistas normalmente creem que a Igreja se apossou de todas as promessas, enquanto a nação de Israel foi posta de lado.

Os pré-milenistas em geral acreditam que a Igreja é co-participante das bênçãos espirituais da aliança (Romanos 15.27; Gálatas 3.6-29). Eles concluem que no futuro Israel experimentará o cumprimento das suas promessas nacionais, quando o povo voltar a ser reunido e aceitar Jesus como Messias. Assim, a Igreja é vista como participante, através de Abraão, das promessas e não como suplantadora daquilo que foi estipulado para ser cumprido através da nação de Israel.

Apenas o cumprimento literal de todas as bênçãos para Israel, para os gentios e para a Igreja faz justiça ao plano de Deus, conforme estabelecido na Bíblia.

Uma vez verificado que a aliança abraâmica é uma aliança incondicional feita com Israel, que conseqüentemente não pode ser cumprida nem abolida por nenhum outro povo além da nação de Israel, observamos que Israel tem promessas com respeito à terra e à descendência que determinam o plano de Deus. Os termos terra e descendência, juntamente com a palavra benção, resumem os aspectos essenciais da parte escatológica da aliança. Um exame da promessa de Deus a Abraão mostrará a dupla ênfase da promessa.

"Darei à tua descendência esta terra (Gn 12.7).

Porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre. Farei a tua descendência como o pó da terra; de maneira que, se alguém puder contar o pó da terra, então se contará também a tua descendência (Gn 13.15,16).

Naquele mesmo dia fez o Senhor aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates (Gn 15.18).

Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência.

Dar-te-ei e à tua descendência a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã, em possessão perpétua, e serei o seu Deus (Gn 17.7,8)"

 

5. A Aliança Mosaica (condicional)

A Aliança Mosaica era uma condicional que Deus fez entre Ele e Moisés. Encontrada em Êxodo 20:01 - 31:18, essa aliança contém os mandamentos que Deus deu aos israelitas por eles descobrirem a vontade de Deus para governar o povo. Na teologia cristã, os termos da Aliança Mosaica, que são mandamentos, estatutos e juízos, expiraram na cruz, quando Jesus morreu pelos pecados dos homens, o que começou a "Nova Aliança".

A Dispensação da Lei teve uma duração de 1.430 anos: do "Êxodo do Egito" até a "Crucificação de Cristo".

Para estudarmos este livro, onde começa a Quinta Dispensação, vamos verificar importantes revelações de Deus, a saber:

·       O "Eu Sou ", na sarça ardente - Um Deus que mantém aliança;

·       As pragas - Um Deus de punição;

·       A Páscoa - Um Deus de redenção;

·       A travessia do Mar Vermelho - Um Deus de poder;

·       A jornada até o Sinai - Um Deus de provisão;

·       A Lei - Um Deus de santidade;

·       Tabernáculo, sacerdote, ofertas - Um Deus de comunhão;

·       A punição devida do bezerro de ouro - Um Deus de disciplina;

·       A Renovação da Aliança - Um Deus de graça;

·       A vinda da glória - Um Deus de glória.

"Porque a Lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e verdade vieram por Jesus Cristo ( Jo l. 17).

É bom lembrar que esta Dispensação pode ser chamada de Dispensarão dos Israelitas.

Devemos lembrar que o cenário histórico data de 1440 a.C. aproximadamente. Sabemos que a data do Êxodo foi por volta de 1445 a.C. Além desta outra data, também é defendida pelos estudiosos do AT, a de 1290 a.C. O tema do livro:

"Redenção e organização de Israel como povo da Aliança".

Em Gn 19.3 começa a Quinta Dispensação, quando a Lei foi colocada em ênfase dos princípios de Deus.

Israel chega ao monte Sinai depois de 3 meses de uma longa viagem.

Neste momento. Deus chama-o a um Concerto mais sério, e passa-lhe uma nova lição:

·       Mediante ao mandamento aprendeu a Santidade de Deus;

·       Mediante ao seu próprio erro, aprendeu a sua fraqueza pecaminosa;

·       Mediante a provisão do sacerdócio e do sacrifício, aprendeu a Bondade de Deus.

Em Gl 3.6-25, aprendemos a relação da Lei para com a Aliança Abraãmica:

·       A Lei não pode anular esta aliança;

·       Foi "acrescentada " para convencer do pecado;

·       Servia de pedagoga até a vinda de Cristo;

·       Era uma disciplina preparatória "até que viesse a semente ". A trajetória de Israel no deserto e em Canaã é uma longa história de violação da Lei. A prova terminou no julgamento dos cativeiros, mas a Dispensação propriamente dita só terminou na Cruz. Podemos considerar:

·       O estado do homem no começo da jornada, Êx 19.1-3;

·       Sua responsabilidade, Êx 19.5,6; Rm 10.5;

·       Seu fracasso, II Rs 17.7-17; At2.22.23,

·       O julgamento, II Rs 17.1-6,20; 25.1-11; Lc 21.20-24.

Notemos neste capítulo o cuidado que Deus tem de desenvolver em Israel uma compreensão de sua santidade. No Egito tinham se acostumado com as imundas divindades do paganismo, e agora precisam aprender que Jeová é um Deus santíssimo e temível.

 

A Lei foi dada de três maneiras:

 

1.) Verbalmente, Êx 20.1-17. Isto era lei pura, sem nenhuma provisão de sacerdócio ou sacrifício, e foi acompanhada das "Ordenanças", Ex 21.1-23.13, relativas às relações de hebreus com hebreus; a isto foram acrescentadas, Ex 23.14- 49, direções diferentes às três festas anuais, Êx 23.30-33, e inscrições sobre a conquista de Canaã. Estas palavras Moisés comunicou ao povo, Êx 24.3-8. Imediatamente, na pessoa dos seus anciões, foram admitidos na presença de Deus, ÊX24.9-11.

2) Moisés foi então chamado ao monte para receber as tábuas de pedra, Êx 24.12-18. A história então se divide. Moisés no monte recebe instruções referentes ao Tabernáculo, ao sacerdócio e aos sacrifícios, Êx 25-31. No entanto, o povo, Êx 32, chefiado por Aarão, transgride o primeiro mandamento. Moisés, voltando, quebra as tábuas escritas pelo dedo de Deus, Êx 31.18; 32.16-19.

3°) As segundas tábuas são feitas e a Lei escrita novamente (por Moisés?) na presença de Jeová, Êx 34.1,28,29.

 

Os Dez Mandamentos

A Aliança Mosaica foi dada a Israel com três divisões, cada uma ligada às outras, e, conjuntamente, formando a Aliança Mosaica.

Os Dez Mandamentos, expressão da vontade de Deus para seu povo, Ex 20.1- 26; Os Juízos, governo da vida social de Israel, Êx21.1 - 24.11; e as Ordenanças, governando a vida religiosa de Israel, Êx 24.12 - 31.18. Estes três elementos formam a "LEI" como essa palavra se emprega no NT, Mt 5.17,18. Os Mandamentos e Ordenanças formam um só sistema religioso.

Os mandamentos foram um "Ministério de Condenação e de "Morte, (2 Co 3.7-9).

·       Os Dez Mandamentos são:

·       Não terás outros deuses diante de mim;

·       Não farás para ti imagem de escultura;

·       Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão;

·       Lembra-te do dia de sábado para o santificar;

·       Honra a teu pai e a tua mãe;

·       Não matarás;

·       Não adulterarás;

·       Não furtarás;

·       Não dirás falso testemunho;

·       Não cobiçarás.

Tabernáculo

Passaremos à história do Tabernáculo, considerado a grande Tipologia do Plano da Salvação, uma ordenança de Deus a Moisés para proteção e orientação do povo de Deus.

Vejamos alguns significados:

  •  Tenda provisória onde Deus falava ao seu povo, Êx 33.3-10;
  •  Construção portátil em forma de tenda, Êx 25.8,9;
  •  Recebeu o nome de habitação, Êx 25.9;
  •  Onde estava depositada a tábua da lei;
  •  O tabernáculo do testemunho;
  •  Denominado casa do Senhor, Êx 34.26;
  • Sua planta foi dada pelo Senhor a Moisés, Êx 25.22. 

Verifique Sua Planta:

·       Perdão

·       Pelo sacrifício do sangue

·       Purificação

·       Pela limpeza

·       Poder de Deus

·       Pela participação, percepção e oração

·       Presença de Deus

·       Pelo sangue aspergido e obediência

  • O Tabernáculo simboliza: Israel aproximando-se de Deus;
  • Tipificou a obra redentora de Cristo para trazer os pecadores a Deus.
  • A Aliança Israelita (condicional)

Os detalhes da Aliança Israelita são dados em Deuteronômio 30:1-10. Algumas pessoas têm se referido a essa aliança como a "Aliança Palestina", no entanto, a Bíblia não se refere assim a ela. Aqui, Deus faz uma promessa incondicional aos filhos de Israel de que ele vai dar-lhes uma terra própria. Esse pacto também inclui uma disposição que, quando a terra for dada para essa nação, as pessoas vão estar todas unidas mais uma vez servindo a Deus, e seus inimigos serão destruídos.

7.A Aliança Davídica (incondicional)

A Aliança Davídica é a promessa incondicional de Deus a Davi de que ele teria uma dinastia eterna. Encontradas em 2 Samuel 7:4-16 e 1 Crônicas 17:3-15, as disposições da Aliança Davídica giram em torno de três componentes principais: um trono eterno, Rei eterno (Jeremias 32:21) e um reino eterno (Daniel 7:14). O Cristianismo traça a linhagem de Davi a Jesus Cristo, que era descendente de Davi a muitas gerações, e vê Cristo como o legítimo herdeiro.

8. A Aliança de Deus com Salomão (condicional)

Com Salomão a aliança era incondicional em relação ao reino    eterno de Deus, mas condicional no que diz respeito aos

descendentes de Salomão ocuparem o trono (1Rs 8.4,5; 2Cr

7.17,18). Cristo não pertence a linhagem de Salomão, caso

contrário sofreria a maldição imposta a Conias (Jr22.30). Aliança

salomônica (2Sm 7.12,15; 1Rs 8.4,5; 2Cr 7.11,22).

indiscutivelmente foi um dos Maiores reis do mundo antigo. Lendo 1Cron 22. 9, ele era filho do rei Davi com Bate seba, o terceiro rei de Israel. 1Reis> caps 1-11 e 2Cron 1-9, narram a sua história. Em 1Reis 3. 10-14) Deus lhe aparece e  faz promessas, Salomão pede Sabedoria, não Simplesmente inteligência. "O Conceito Hebraico de Sabedoria Sempre envolve a habilidade" (se distingui entre o certo e o Errado).

Deus respondeu com 3 Promessas Incondicionais e uma Condicional. Foi garantido a Salomão Sabedoria, riqueza, e honra. Foi lhe prometido vida longa" se andar nos meus Caminhos", Promessas incondicionais também são dadas a nós.

Ainda que algumas bênçãos Permaneçam Condicionadas

a Nossa Obediência.

Ele Reinou durante 40 anos em Israel.

Salomão mantinha relações amistosas com o Egito e se

Casou com a filha de Faraó. Durante o seu reinado ele

dominava todas às terras conquistadas pelo rei Davi(1 Reis.5. 4), e na Palestina subjugou todos os Povos que não era Israelitas 1 Reis 9 .20-21 . O Reinado de Salomão foi um período de riqueza e grandiosidade sem paralelo em Israel. Foi também um Período áureo para a literatura.

Associamos os Salmos a Davi. Mas Salomão e sua época estão relacionados com Provérbios. de acordo com a tradição., ele escreveu Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos. Esses livros nos dão muitas informações do Homem Salomão, conhecido por sua sabedoria, mas que ainda assim teve um fim trágico, pois na velhice desviou-se do Compromisso incondicional para com Deus. Durante os longos anos de reinado de Salomão foi de uma glória crescente em Israel. Às Nações poderosas e tradicionais do

Mundo antigo > os egípcios e os hititas-e os Impérios ainda por surgir > Assíria e Babilônia-não atacaram Israel no tempo de Davi e Salomão. (DIPLOMAÇIA), Salomão também desenvolveu laços íntimos com Hirao 1, o rei fenício de tiro=978-944 a.C.".

No entanto o Comércio uniu os dois Países.

Tiro contribuiu com os" cedros do Líbano", e Israel com o fornecimento de trigo e outros produtos alimentícios. ECONOMIAS". Salomão , investiu em parcerias comerciais por terra e por mar.

E assim Deus não levou adiante aquela aliança com ele pois

Salomão se desviou do propósito divino, além do fato de a aliança ser realizada em caráter condicional.

9. A Nova Aliança (condicional)

A Nova Aliança é aquela mencionada muitas vezes em todo o Antigo Testamento, a promessa de uma futura Era Messiânica. Os cristãos acreditam que Jesus Cristo é o Messias prometido que preside a Nova Aliança. A principal referência da Nova Aliança é encontrada em Jeremias 31:31-40. Essa é uma aliança incondicional que foi estabelecida entre Deus e toda a humanidade que opta por participar de uma vida de obediência a uma nova fonte de eterna salvação (Hb 5:09), vista no Cristianismo como a promessa de Cristo. Uma das disposições inclui a liberdade das leis dadas na Aliança Mosaica.

Um Superior Sacrifício pelo Pecado

Dia após dia, um sacerdote levita entrava no templo e oferecia sacrifícios de animais para a remissão de pecados, conforme determinava a Lei de Moisés. O sistema sacrificial da Lei era apenas uma sombra do que Jesus iria realizar no futuro, através de Sua morte na cruz. O Livro de Hebreus ilustra de duas maneiras a ineficácia dos sacrifícios levíticos para remover o pecado. Em primeiro lugar, se o sacrifício pelo pecado aperfeiçoasse quem o oferecia em adoração, não haveria necessidade de repeti-lo (Hb 10.2). Em segundo lugar, se os israelitas tivessem sido verdadeiramente purificados do pecado através de sacrifícios de animais, “não mais teriam consciência [senso] de pecados” (Hb 10.2). Mas o fato é que nenhum de seus sacrifícios podia torná-los perfeitos ou livrá-los da consciência do pecado (Hb 9.9). Por quê? “Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados” (Hb 10.4). O sangue de animais não tinha o poder de efetuar a redenção; a imolação ritual não podia purificar a carne, isto é, realizar a purificação cerimonial (Hb 9.13).

Através de um nítido contraste, o Livro de Hebreus explica como Deus providenciou um sacrifício melhor para a redenção do homem. Deus Pai enviou Seu Filho Jesus para ser o sacrifício pelo pecado. Jesus tomou parte na obra da redenção e tornou-se o sacrifício da expiação, com profundo e total envolvimento, e não em resignação passiva. Obedecendo à vontade do Pai, Cristo entregou Seu corpo como uma oferta definitiva, permitindo que o pecado do homem fosse removido (Hb 10.5-10). A conclusão é óbvia: Deus revogou o primeiro sacrifício, que dependia da morte de animais, para estabelecer o segundo sacrifício, que dependia da morte de Cristo.

Qual a diferença entre o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio dos levitas?

Na Antiga Aliança, centenas de sacerdotes levitas ofereciam, continuamente, sacrifícios inefetivos que “nunca jamais podem remover [apagar completamente] pecados” (Hb 10.11);mas o sacrifício de Cristo removeu os pecados, de uma vez por todas. Os sacerdotes araônicos ofereciam sacrifícios pelo pecado, dia após dia; Cristo sacrificou-se uma só vez. Os sacerdotes araônicos sacrificavam animais; Cristo ofereceu a si mesmo. Os sacrifícios dos levitas apenas cobriam o pecado; o sacrifício de Cristo removeu o pecado. Os sacrifícios dos levitas cessaram; o sacrifício de Cristo tem eficácia eterna. Assim, Cristo está agora assentado “à destra de Deus” (Hb 10.12; Hb 1.3; 8.1; 12.2), o que demonstra que Ele completou Sua obra, obedientemente, e foi exaltado a uma posição de poder e honra.

Cristo, o holocausto supremo e perpétuo, é o único sacrifício pelo pecado que existe atualmente. Os que rejeitam o sacrifício de Cristo têm sobre sua cabeça três acusações: (1) Eles desprezam a Cristo, calcando-O sob seus pés; (2) consideram o sangue de Cristo como profano (comum) e sem valor; e (3) insultam o Espírito Santo, que procurou atraí-los para Cristo (Hb 10.29). Os que rejeitam Seu holocausto redentor são considerados adversários. Na aliança mosaica, os adversários eram réus de juízo e morriam sem misericórdia. Conseqüentemente, as pessoas que rejeitam a Cristo aguardam o horrível juízo de Deus (Hb 10.30-31).

Por meio de Sua morte, Jesus inaugurou um “novo e vivo [vivificante] caminho” (Hb 10.20) para que a humanidade possa chegar à presença de Deus com “intrepidez [confiança]” (Hb 10.19). Portanto, o que  possibilita a existência de uma Nova Aliança é o sacerdócio e o sacrifício superiores de Cristo.

Uma Aliança Superior Para os Santos

O Livro de Hebreus revela que Cristo é o “Mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas” (Hb 8.6). Ela é mais excelente porque as promessas do pacto mosaico eram condicionais, terrenas, carnais e temporárias, enquanto as promessas do Novo Testamento são incondicionais, espirituais e eternas.

Quais as diferenças entre o Antigo Testamento e o pacto abraâmico?

Deus estabeleceu a aliança mosaica (Antigo Testamento) com a nação de Israel, no Monte Sinai. Esse pacto não foi o primeiro que Deus firmou com o homem, mas foi o primeiro que Ele fez com Israel como nação. A aliança mosaica foi escrita 430 anos depois da aliança abraâmica, e não alterou, não anulou, nem revogou as cláusulas da primeira aliança, a abraâmica (Gl 3.17-19), que era incondicional, irrevogável e eterna.

Muitas pessoas, hoje em dia, confundem a aliança mosaica com a abraâmica e afirmam que a Terra Prometida não pertence mais ao povo judeu porque a nação perdeu seu direito em razão do pecado. Entretanto, Deus garantiu a Israel a posse permanente da terra, não através da aliança mosaica, mas da aliança abraâmica (Gn 15.7-21; 17.6-8; 28.10-14).

As promessas do pacto mosaico eram condicionais. O pré-requisito era que Israel obedecesse aos mandamentos para que Deus cumprisse as promessas de bênçãos, estabelecidas no pacto (Êx 19.5). Mas Israel não cumpriu as cláusulas do pacto. A falha não estava na Lei, pois o mandamento era “santo, e justo e bom” (Rm 7.12), mas na natureza pecaminosa do homem, que se rebelou contra as condições estipuladas no pacto. Essa aliança tinha um poder limitado e não podia conceder vida espiritual nem justificar os pecadores (Hb 8.7-9).

Com quem Deus firmou a Nova Aliança?

A Escritura deixa claro que a Nova Aliança foi feita exclusivamente com Israel (os descendentes de Jacó, pelo sangue) – e não com a Igreja (Hb 8.10). Em nenhum lugar da Escritura a Igreja é chamada de Israel ou “Israel espiritual”, como alguns ensinam. Está claro na Escritura que as bênçãos nacionais, espirituais e materiais prometidas na Nova Aliança serão cumpridas com o Israel literal, no Reino Milenar (Jr 31.31-40).

A Nova Aliança foi profetizada pela primeira vez por Jeremias, seis séculos antes do nascimento de Cristo (Jr 31.31; cf. Hb 8.8). Ao falar do novo pacto, Deus usa os verbos no futuro (“firmarei”, “imprimirei”, “inscreverei”, “serei”, “usarei”, “lembrarei”, veja Hb 8.8,10,12), mostrando que cumprirá as cláusulas dessa aliança. Além disso, o cumprimento depende unicamente da integridade de Deus, e não da fidelidade de Israel.

Se a Nova Aliança não foi firmada com a Igreja, por que foi apresentada em Hebreus 8?

O escritor de Hebreus foi movido pelo Espírito Santo a citar a Nova Aliança com o propósito de ressaltar o fracasso da aliança mosaica e mostrar a Israel que as promessas reunidas num pacto melhor estavam disponíveis através de Jesus Cristo. A Nova Aliança foi instituída na morte do Senhor (Hb 9.16-17), e os discípulos ensinaram seus conceitos à nação de Israel (2 Co 3.6). O fato da nação de Israel ter rejeitado seu Messias resultou num adiamento do cumprimento cabal do pacto, que só ocorrerá quando Israel receber a Cristo, na Sua Segunda Vinda.

Quais são as promessas da Nova Aliança?

Em primeiro lugar, a Nova Aliança proporciona uma transformação interior da mente e do coração, que só pode ser produzida através da regeneração espiritual. Deus disse:“Nas suas mentes imprimirei as minhas leis, também sobre os seus corações as inscreverei” (Hb 8.10). A Antiga Aliança era exterior, lavrada na pedra (Êx 32. 15-16); a Nova Aliança é escrita “em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2 Co 3.3), através do ministério do Espírito Santo. Isso acontecerá com Israel, como um todo, na Segunda Vinda de Cristo, quando Deus derramará o Seu Espírito sobre o povo judeu não-salvo, fazendo com que se arrependa de seus pecados e aceite Jesus como seu Messias (Zc 12.10; Rm 11.26).

Em segundo lugar, a aliança mosaica estipulava que os conceitos da Lei, com seus complicados rituais e regimentos, só fossem ensinados pelos líderes religiosos. Os que vivem sob os preceitos da Nova Aliança são ensinados pelo Senhor, por meio do Espírito Santo que habita em seu interior, e recebem poder para andar nos caminhos do Senhor e guardar os Seus estatutos (Ez 36.27).

Em terceiro lugar, na Antiga Aliança, o pecado era lembrado sempre que um animal era oferecido em sacrifício (Hb 10.3). Na Nova Aliança, Jesus foi o Cordeiro do sacrifício, que, de uma vez por todas, removeu o pecado (Hb 10.15-18) através do Seu sangue. O Senhor disse: “Pois, para com as suas iniqüidades usarei de misericórdia e dos seus pecados jamais me lembrarei” (Hb 8.12; Jr 31.34). A palavra jamais é uma dupla negativa no texto grego, o que significa que “não, nunca, sob nenhuma circunstância” Deus se lembrará dos pecados do Israel redimido.

Em quarto lugar, Cristo é o Mediador da Nova Aliança (Hb 9.15-20). O mediador atua como um intermediário entre duas partes que desejam estabelecer um acordo entre si. Os mediadores põem seus próprios interesses de lado pelo bem das partes envolvidas no acordo. Um mediador precisa ser digno de confiança, aceitável pelas partes e capaz de assegurar o cumprimento do pacto. Através de Sua morte, Cristo tornou-se o Mediador da Nova Aliança, e possibilitou a reconciliação de todos aqueles que confiam em Sua obra redentora.

A mediação de Cristo também se estende aos santos que viveram debaixo da Antiga Aliança, bem como aos que virão a crer, no futuro. Cristo concede uma herança eterna a todos os crentes, através da Nova Aliança. Um beneficiário só pode entrar na posse legal da herança com a morte do testador. Para que a Nova Aliança tivesse efeito e, legalmente, pudesse conceder a salvação aos pecadores, Cristo tinha que morrer (Hb 9.15-17).

Até mesmo a aliança mosaica teve de ser inaugurada com sangue para ter efeito legal. Moisés mediou o primeiro pacto tomando o livro da Lei, lendo-o diante dos filhos de Israel – que concordaram em guardar os seus preceitos – e, depois, aspergindo o livro e o povo com sangue (Hb 9.19-20). O fato do Antigo Testamento ter sido firmado com sangue mostrou que era necessária a morte de uma vítima inocente para consagrar e estabelecer uma aliança. Aquele pacto era apenas um tipo e uma sombra que apontava para o dia em que Cristo consagraria e firmaria um Novo Testamento, através do derramamento de Seu próprio sangue. Somente Ele poderia mediar a Nova Aliança entre Deus e a humanidade (1 Tm 2.5).

A Nova Aliança, ao contrário da aliança mosaica, é eterna. O Senhor disse: “Farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua” (Ez 37.26). Depois de servir ao seu propósito, o pacto mosaico tornou-se sem efeito. As palavras “antiquado” e “envelhecido” (Hb 8.13) mostram que o pacto mosaico estava esgotado, perdendo as forças e prestes a ser dissolvido.

Embora a Nova Aliança tenha sido feita com Israel, e não com a Igreja, os cristãos têm garantido o extraordinário privilégio de experimentar certos benefícios do novo pacto que passaram a vigorar quando Cristo derramou Seu sangue na cruz. Hoje, a Igreja usufrui das bênçãos espirituais da salvação, estabelecidas na Nova Aliança. As bênçãos físicas do Novo Testamento serão cumpridas com Israel, no Milênio. Os que seguem a Cristo são “ministros de uma nova aliança [testamento, pacto]” (2 Co 3.6) e foram chamados para divulgar a mensagem da salvação.

Na aliança com Davi, Deus promete a Davi que o seu reino,

seria um reino que duraria para sempre. (2 Sm 7. 16).

Como foi com Abraão, assim Deus foi com Davi. A promessa

seria cumprida em seu descendente (2 Sm 7.12).

O descendente que levantaria de Davi, quando ele estivesse

morto, é Jesus Cristo. Atos 2. 22 -32.

Já todas as demais alianças mencionadas neste estudo, foram feitas  por Deus a cada um de seus servos, e a Israel em caráter condicional e iria depender em muito da maneira como cada um deles se mantivessem diante do Senhor.

Da mesma forma, as promessas realizadas por Deus através de Jesus e do seu Espírito Santo para cada um de nós em muito irá depender da nossa perseverança até o fim quando então receberemos a coroa  da vitória.

Estejamos todos firmados com Deus neste concerto pois, por certo, o Senhor haverá de nos recompensar de acordo com as nossas obras em nome de Jesus, amém!

 

III.              As sete dispensações de Deus

 

As sete dispensações de Deus são sete períodos distintos na teologia bíblica (dispensacionalismo) que organizam a história da humanidade, cada um caracterizado por uma forma específica de Deus tratar com o homem. Essas eras incluem Inocência, Consciência, Governo Humano, Promessa, Lei, Graça e Milênio, cada uma testando a obediência humana e geralmente terminando em julgamento devido à falha humana.

As sete dispensações são divididas da seguinte forma:

Inocência (Adão no Éden): Começa na criação de Adão até a queda (Gênesis 1:1 - 3:7). O homem era responsável por obedecer a uma ordem simples, mas falhou ao comer do fruto proibido.

Consciência (Queda até o Dilúvio): Da expulsão do Éden ao dilúvio (Gn 3:8 - 8:22). Os seres humanos agiam conforme sua própria consciência, resultando em corrupção generalizada.

Governo Humano (Noé até a Torre de Babel): De Noé até Babel (Gênesis 9:1 - 11:32). Deus estabeleceu a responsabilidade humana sobre a terra, incluindo a pena de morte, mas a humanidade se rebelou na torre de Babel.

Promessa (Abraão até Moisés): De Abraão ao Êxodo (Gênesis 12:1 - Êxodo 19:25). Deus fez promessas específicas à linhagem de Abraão (pactuadas).

Lei (Moisés até Cristo): Do Sinai até a morte de Jesus (Êxodo 20:1 - Atos 2:4). Período em que Israel foi governado pela Lei de Moisés.

Graça (A Era da Igreja): Da morte de Cristo até Sua segunda vinda (Atos 2:4 - Apocalipse 20:3). A dispensação atual, focada na graça de Deus através da fé.

Milênio (Reino Milenar): O reino de mil anos de Cristo na terra (Apocalipse 20:4 - 20:6). A última dispensação, onde Cristo reinará fisicamente na terra.

1. Inocência

Período: Da criação de Adão até a queda no Éden.

Responsabilidade: Obedecer à ordem de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Juízo: Expulsão do Jardim do Éden e a entrada da morte no mundo

2. Consciência

Período: Da queda até o Dilúvio (aprox. 1656 anos).

Responsabilidade: O homem devia seguir sua consciência para discernir entre o bem e o mal e adorar a Deus.

Juízo: O Dilúvio global devido à corrupção extrema da humanidade.

3. Governo Humano

Período: Do Dilúvio até a dispersão em Babel.

Responsabilidade: Deus concedeu autoridade ao homem para governar a terra e aplicar a justiça (instituição da pena de morte).

Juízo: A confusão das línguas na Torre de Babel.

4. Promessa (ou Patriarcal)

Período: Do chamado de Abraão até a entrega da Lei no Monte Sinai.

Responsabilidade: Crer nas promessas de Deus a Abraão e permanecer na Terra Prometida.

Juízo: A escravidão de Israel no Egito.

5. Lei

Período: Do Êxodo até a crucificação de Jesus Cristo (aprox. 1500 anos).

Responsabilidade: Obedecer aos 613 mandamentos da Lei Mosaica.

Juízo: A dispersão de Israel e a crucificação do Messias.

6. Graça (ou Igreja)

Período: Da morte e ressurreição de Cristo até o Arrebatamento da Igreja.

Responsabilidade: Crer no sacrifício de Jesus para a salvação (o "tempo aceitável").

Juízo: A Grande Tribulação que virá sobre o mundo impenitente.

7. Reino (ou Milênio)

Período: O reinado de 1000 anos de Cristo na Terra.

Responsabilidade: Obedecer ao Rei Jesus em um período de paz e justiça perfeita.

Juízo: A rebelião final de Satanás (após ser solto) e o Grande Trono Branco (Juízo Final).

As sete dispensações são diferentes períodos de tempos da obra de Deus e Seus propósitos para a humanidade. Elas são: Inocência, Consciência, Governo Humano, Promessa, Lei, Graça e Milênio.

A separação de épocas (dispensações) da História Sagrada é o método mais antigo de estudar a Palavra de Deus.

Este método não só é o mais antigo, mas também o mais razoável. Com este sistema de estudo, se faz as divisões das revelações que Deus deu à raça humana.

Quais são as sete dispensações

·       Dispensação da inocência

·       Dispensação da consciência

·       Dispensação do governo humano

·       Dispensação da promessa

·       Dispensação da lei

·       Dispensação da graça

·       Dispensação do milênio

O que são as sete dispensações

As Escrituras dividem o tempo (o período total desde a criação de Adão até “o novo céu e a nova terra” de Ap 21.1) em sete períodos, chamados de dispensações (Ef 3.2). E, também de eras, séculos ou dias.

Esses períodos são separados na Bíblia por mudanças no modo do Senhor lidar com o gênero humano.

 Cada uma das dispensações pode ser considerada como um novo teste da natureza humana. E, portanto, cada uma termina em julgamento do homem, marcando seu fracasso.

Cinco dessas dispensações ou períodos já foram cumpridos. Estamos vivendo a sexta, provavelmente próximos de seu final. Então temos à nossa frente a sétima e última dispensação: o milênio.

Veremos a seguir cada uma das sete dispensações.

1. Dispensação da inocência

Esta dispensação se estende desde a criação de Adão em Gênesis 2:7 até a expulsão do Éden.

Adão foi criado inocente e por isso era ignorante sobre o bem e o mal.

Ele e sua esposa foram colocados no jardim do Éden.

Deus deu a ordem de não comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e o mal.

A dispensação da inocência resultou no primeiro fracasso do homem e seus efeitos de longo alcance, muito desastrosos.

E terminou com o julgamento: “O Senhor pois o lançou fora” (Gn 1.26; Gn 2.16,17; Gn 3.6 e Gn 3.22-24). 

2. Dispensação da consciência

Com a queda, Adão e Eva adquiriram e transmitiram à raça humana o conhecimento do bem e do mal.

 

Isso deu à consciência a base para o correto julgamento moral. Então, ao homem foi dada a responsabilidade de fazer o bem e evitar o mal.

Nesse período não havia ainda nenhuma instituição de governo e lei.

O resultado da dispensação da consciência, do Éden até o dilúvio foi que “toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra” (Gn 6.12).

E que “a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6.5).

E Deus encerrou a segunda prova do homem natural com julgamento: o dilúvio. (Gn 3.7,22; Gn 7.11,12, 23).

Essa foi, portanto, a dispensação da consciência.

3. Dispensação do governo humano

Do terrível julgamento do dilúvio, Deus salvou oito pessoas, para as quais, depois que as águas foram serenadas, deu a terra purificada e amplo poder para governá-la.

Assim, Noé e seus descendentes eram responsáveis por fazê-lo.

A dispensação do governo humano resultou na tentativa dos ímpios, no monte Sinai, de se tornarem independentes de Deus e terminou com o julgamento da confusão das línguas. (Gn 11.1-3 e Gn 11.5-8).

4. Dispensação da promessa

Depois da dispensação dos construtores da torre de Babel, Deus chamou um homem, Abrão, com o qual ele fez uma aliança (Gn 12.1-3).

Algumas das promessas feitas a Abrão e a seus descendentes são puramente gratuitas e incondicionais (Gn 13.14-17).

Outras promessas são condicionadas à fé e obediência dos israelitas.

Por causa da desobediência, a dispensação da promessa resultou no fracasso de Israel terminando então com o julgamento do cativeiro no Egito.

O livro de Gênesis, que se inicia com as palavras sublimes “No princípio criou Deus” termina com “num caixão no Egito”. (Gn 26.3; Gn 28.12,13 e Êx 1.13,14).

 

5. Dispensação da lei

Uma vez mais a graça de Deus veio para ajudar o homem desamparado e libertar o povo escolhido das mãos do opressor.

No deserto do Sinai, ele lhes apresentou o convênio da lei.

Ao invés de rogar humildemente pela continuidade de uma relação de graça, responderam insolentemente: “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos” (Êx 19.1-8).

A história de Israel no deserto é um longo registro da violação flagrante e persistente da lei.

 

E, no final, depois de muitas advertências, Deus então encerrou essa prova com julgamento:

Primeiro Israel e depois Judá foram retirados de sua terra em uma dispersão que durou muito tempo.

Um remanescente retornou em Esdras e Neemias, de quem, no seu devido tempo, veio Cristo: “nascido de mulher, nascido sob a lei”.

Mas, tanto judeus quanto gentios conspiraram para crucificá-lo. (2 Rs 17.1-18; 2 Rs 25.1-11; At 2.22,23; At 7.51,52; Rm 3.19,20; Rm 10.5; G13.10).

6. Dispensação da graça

A morte sacrificial do Senhor Jesus Cristo introduziu a dispensação da Igreja, da graça pura.

Que significa favor imerecido, ou seja, Deus oferece virtude em vez de exigir virtude, como de direito.

Salvação perfeita e eterna é agora oferecida liberalmente a judeus e gentios mediante o reconhecimento do pecado e arrependimento, com fé em Cristo.

“Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” (Jo 6.29).

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47).

“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.27,28).

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.9).

O resultado previsto dessa prova do homem sob a graça é julgamento sobre um mundo incrédulo e uma igreja apóstata. (Lc 17.26-30; Lc 18.8; II Ts 2.7-12; Ap 3.15,16)

O evento da Graça

O primeiro evento no final desta dispensação será o regresso do Senhor dos céus.

Quando os santos que já dormiram serão ressuscitados e, juntamente com os que estiverem vivos, arrebatados para “encontrar o Senhor nos ares. E assim estaremos sempre com o Senhor” (I Ts 4.16,17).

Então se seguirá o breve período chamado “grande aflição”. (Jr 30.5- 7; Dn 12.1; Sf 1.15- 18; Mt. 24.21,22).

Depois disso, ocorrerá o regresso pessoal do Senhor à Terra, em poder e grande glória, e os julgamentos que introduzirão a sétima e última dispensação. (Mt 25.31-46 e Mt 24.29,30).

 

7. Dispensação do milênio

Depois dos julgamentos purificadores que acompanharão o retorno pessoal de Cristo à Terra, ele reinará sobre Israel restaurada e sobre a Terra por mil anos. Esse é o período normalmente chamado de milênio.

A sede de seu poder será Jerusalém, e os crentes, inclusive os que foram salvos na dispensação da graça, isto é, a igreja, se associarão a ele e sua glória. (Is 2.1- 4; Is 11; At 15.14-17; Ap 19.11-21; Ap 20.1-6).

Mas quando Satanás for “solto por um pouco de tempo”, encontrará o coração natural muito propenso a praticar o mal, como sempre.

Então, facilmente reunirá as nações para a batalha contra o Senhor e seus santos.

E, essa última dispensação terminará, como todas as outras, com julgamento.

O grande trono branco será estabelecido, os ímpios mortos serão ressuscitados e definitivamente julgados e, em seguida, virão o novo céu e a nova terra.

Então, a Eternidade se iniciará. (Ap 20.3, 7-15; Ap 21 e 22).

“(…) anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir.” (1 Pe 1.1).

 

IV.             Qual é a relação entre as alianças bíblicas e cada dispensação?

As alianças bíblicas funcionam como o "contrato legal" ou a base jurídica que Deus estabelece para cada período. Enquanto a dispensação é o período de teste e a responsabilidade humana, a aliança é a promessa e a regra divina que sustenta aquela era.

Aqui está como elas se conectam:

Dispensação       Aliança Correspondente      O "Contrato" de Deus

Inocência  Edênica     Deus dá o Jardim ao homem com a condição de não comer da árvore.

Consciência        Adâmica    Após a queda, Deus amaldiçoa a serpente e promete o Redentor (o descendente da mulher).

Governo Humano       Noética     Deus promete nunca mais destruir a terra com água e institui a pena de morte (governo).

Promessa  Abraâmica         Promessa incondicional de terra, descendência e bênção para todas as nações.

Lei     Mosaica    Um contrato condicional: "Se obedecerdes, sereis meu povo; se desobedecerdes, sereis punidos."

Graça         Nova Aliança     O sangue de Cristo perdoa pecados e escreve a lei de Deus no coração (inaugurada na Igreja).

Reino         Davídica / Palestina   Cumprimento das promessas de um trono eterno para Davi e a posse plena da terra por Israel.

Diferença Fundamental:

Alianças Incondicionais (ex: Abraâmica, Davídica): Dependem apenas da fidelidade de Deus. Elas garantem o destino final da humanidade e de Israel, independentemente das falhas humanas.

Alianças Condicionais (ex: Mosaica): Dependem da obediência humana. O fracasso do homem em cumprir essa aliança é o que encerra a dispensação da Lei e traz o juízo.