sábado, 23 de junho de 2018

Deus é quem dá os dons ministeriais

Por Jânio Santos de Oliveira


 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra
Pastor Presidente: Eliseu Cadena


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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!







Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.

 “Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens”.

E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores...
(Ef 4.7,8,11).


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Nesta matéria nós estaremos  estudando sobre os Dons Ministeriais distribuídos por Deus à sua Igreja, objetivando desenvolver o caráter cristão da comunidade dos santos, tornando-o semelhante ao de Cristo (Ef 4.13). De acordo com as epístolas aos Efésios e aos Coríntios, são cinco os dons ministeriais concedidos por Deus à Igreja: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores (1Co 12.27-29). Veremos o quanto esses ministérios são necessários à vida da igreja local para cumprir a missão ordenada pelo Senhor ante o mundo e, simultaneamente, crescer “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18). 



I. É Deus quem dá os dons Ministeriais.


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É Deus quem concede os dons ministeriais (Ef 4.11; Nm 18.7). É Ele que determina o ministério ou o ofício do ministro.

 Em 1 Tm 4.14 , 2 Tm 1.6, vemos o dom ministerial. Em 2 Tm 4.5, o ministério resultante do dom. Os dons e seus ministérios podem ser vistos em 1 Co 12.8-10, 27-30.

Esses dois pontos básicos acerca do ministério podem ser vistos em Atos 13.1-4. No primeiro versículo, vemos que os candidatos à ordenação já tinham o dom ministerial concedido por Deus: "E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão, chamado Níger, e Lúcio cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo". Nos dois versículos seguintes, vemos que foi a igreja, sob a orientação do Espírito Santo, que ordenou esses irmãos para exercerem o ministério: "E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram". No versículo quatro, fica claro que foi o Espírito Santo que os enviou: "E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre".

A igreja ordena o obreiro como ministro do Evangelho, e não como apóstolo, profeta, evangelista, pastor ou mestre. Esses são ministérios dados por Deus. A igreja convencionou por si mesma chamar todos os ministros ora como pastores, ora como evangelistas, mas precisamos encarar o assunto dos dons ministeriais apresentados em Efésios 4.11 à luz da doutrina bíblica do ministério.

II. A soberania de Deus em distribuir os dons ministeriais.

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Os dons do ministério são recebidos de Deus, segundo a sua soberania e no seu tempo. A uns Deus chama e capacita quando ainda estão no ventre de suas mães: "Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei: às nações te dei por profeta" ( Jr 1.5). "E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir a face do Senhor, a preparar os seus caminhos" ( Lc 1.76). "Mas quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça, revelar seu filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue" ( Gl 1.15-16). Outros Deus chama na infância: "O Senhor chamou a Samuel, e disse ele: Eis-me aqui", (1 Sm 3.4). Samuel ainda era uma criança quando Deus o chamou.

Há alguns a quem Deus chama e capacita na idade adulta: "E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar", (Mc 3.13-14). "também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meola, ungirás profeta em teu lugar" (1Rs 19.16). "Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim" ( Is 6.8).

Há também aqueles recebem o dom por imposição de mãos, por profecia: "Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério" (1Tm 4.14). "Por cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das minhas mãos" (2Tm 1.6).

Deus é soberano quanto ao exercício dos dons ministeriais na vida do obreiro. Timóteo era evangelista (2Tm 4.5), mas cuidou de igrejas por algum tempo (1Tm 1.3; 4.13). João Batista era profeta e cheio do Espírito Santo, mas não operava milagres (Jo 10.41).

III. a relação dos cinco dons ministeriais.


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Ou seja, cada pessoa da comunidade recebe graça suficiente para ter sua habilidade espiritual. Ninguém é tão desclassificado ou tão inculto que fique a margem do serviço, porque a graça foi concedida “a cada um”.

os dons ministeriais

1. Apóstolos

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No grego a palavra “Apostellein“, ou seja, “Apóstolo“, significa “aquele que é enviado“, “mensageiro” ou “embaixador“, aquele que representa a quem o enviou.

Na Bíblia encontramos três tipos de apóstolos:

A. Os 12 Apóstolos (que estiveram com Jesus),

B. Os apóstolos primitivos e fundadores da Igreja (como Paulo e Barnabé),

C. O ministério apostólico de caráter permanente (que Cristo segue dando a igreja até que se complete a edificação de seu corpo).

A função de um apóstolo é fundar igrejas e evangelizar novas regiões. É um ministério que Deus levanta para trabalhar na base da vida da Igreja, nos princípios da vida da Igreja.

Ele também restaura princípios e mantém a Igreja na base correta, dando-lhe a verdadeira fundamentação.




O título “apóstolo” se aplica a certos líderes cristãos no NT. O verbo apostello significa enviar alguém em missão especial como mensageiro e representante pessoal de quem o envia. O título é usado para Cristo (Hb 3.1), os doze discípulos escolhidos por Jesus (Mt 10.2), o apóstolo Paulo (Rm 1.1; 2Co 1.1; Gl 1.1) e outros (At 14.4,14; Rm 16.7; Gl 1.19; 2.8,9; 1Ts 2.6,7).
(1) O termo “apóstolo” era usado no NT em sentido geral, para um representante designado por uma igreja, como, por exemplo, os primeiros missionários cristãos. Logo, no NT o termo se refere a um mensageiro nomeado e enviado como missionário ou para alguma outra responsabilidade especial (At 14.4,14; Rm 16.7; 2 Co 8.23; Fp 2.25). Eram homens de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com poder para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o Evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas segundo a verdade e pureza apostólicas. Eram servos itinerantes que arriscavam suas vidas em favor do nome de nosso Senhor Jesus Cristo e da propagação do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e de oração, cheios do Espírito ( At 11.23-25; 13.2-5,46-52; 14.1-7,21-23).

Os Apóstolos, no sentido geral, continuam sendo essenciais para o propósito de Deus na igreja. Se as igrejas cessarem de enviar pessoas assim, cheias do Espírito Santo, a propagação do evangelho em todo o mundo ficará estagnada. Por outro lado, enquanto a igreja produzir e enviar tais pessoas, cumprirá a sua tarefa missionária e permanecerá fiel à grande comissão do Senhor (Mt 28.18-20).

O termo “apóstolo” também é usado no NT em sentido especial, em referência àqueles que viram Jesus após a sua ressurreição e que foram pessoalmente comissionados por Ele a pregar o evangelho e estabelecer a igreja (e.g., os doze discípulos e Paulo). Tinham autoridade ímpar na igreja, no tocante à revelação divina e à mensagem original do evangelho, como ninguém mais até hoje (ver 2.20). O ministério de apóstolo nesse sentido restrito é exclusivo, e dele não há repetição. Os apóstolos originais do NT não têm sucessores (1 Co 15.8).

 Neste caso, um grupo de testemunhas das obras de Cristo eram os doze primeiros, escolhidos por Jesus para pregar seu evangelho. Os doze são: Pedro, André, Tomé, Filipe, Mateus, Bartolomeu, Tiago – filho de Zebedeu, Tiago – filho de Alfeu, Simão – o Zelote, Judas Tadeu ou Lebeu, João e Judas Iscariotes. Também outros (menores) como Paulo, Matias, Marcos, Barnabé, Lucas, Tiago Adelfo, Estevão, Silas, Timóteo e Apolo.



  • Atualmente existe Apóstolos? (Ef 4.11)


Ainda há apóstolos? No sentido estrito do termo, e de acordo com a sua singularidade, apóstolos como os doze não mais existem. A Palavra de Deus diz que durante o milênio, os doze se assentarão sobre tronos para julgar as doze tribos de Israel (Mt 19.28). Os seus nomes também estarão registrados nos doze fundamentos da cidade santa (Ap 21.12-14). Logo, o colégio apostólico foi formado por um grupo limitado de discípulos, não havendo, portanto, uma sucessão apostólica.
Apóstolos fora dos doze. A carta aos Efésios apresenta a vigência do dom ministerial de apóstolo. Havia outros apóstolos que também haviam sido dados como dons à Igreja. Entre estes se acham Paulo e Barnabé (At 14.4,14), bem como os parentes de Paulo, Andrônico e Júnia (Rm 16.7)”. Ao longo do Novo Testamento, e no primeiro século da Igreja, o termo apóstolo recebeu um significado mais amplo, de um dom ministerial distribuído à igreja local .
O ministério apostólico atual. Não há sucessão apostólica. Esta é uma doutrina formada pela igreja romana e, infelizmente, copiada por algumas evangélicas para justificar a existência do poder papal. O ministério dos doze não se repete mais. O que há é o ministério de caráter apostólico. Atualmente, missionários enviados para evangelizar povos não alcançados pelo Evangelho são dignos de serem reconhecidos como verdadeiros apóstolos de Cristo. Homens como John Wesley, William Carey (cognominado “pai das missões modernas”), Hudson Taylor, D. L. Moody, Gunnar Vingren, Daniel Berg, “irmão André” e tantos outros, em tempos recentes, foram verdadeiros desbravadores apostólicos. Cidades e até países foram impactados pela instrumentalidade desses servos de Deus.


2. Profetas


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 Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).

1. O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22,23; 13.1,2).

2. A função do profeta na igreja incluía o seguinte:

(a) Proclamava e interpretava, cheio do Espírito Santo, a Palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, animar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1Co 12.10; 14.3).

(b) Devia exercer o dom de profecia.
(c) Às vezes, ele era vidente (1 Cr 29.29), predizendo o futuro (At 11.28; 21.10,11).
(d) Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta pode esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempos de mornidão e apostasia.

3. O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem:
(a) zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25);
(b) profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniqüidade (Rm 12.9; Hb 1.9);
(c) profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15);
(d) dependência contínua da Palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1Co 15.3,4; 2Tm 3.16; 1Pe 4.11);
(e) interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (cf. Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20.27-31).

4. A mensagem do profeta atual não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da Palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética, se ela é de Deus (1Co 14.29-33; 1Jo 4.1).

5. Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalimo quanto aos ensinos da Bíblia (1Co 14.3;Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52). Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja já não será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2 Pe 2.1-3,12-22). Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidentes entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).
No sentido primário em que a Bíblia usa a palavra, o profeta, do hebraico נָבִיא (nabí), era uma pessoa que estava no conselho do Senhor, que ouvia a Sua palavra e que como resultado, falava o que vinha da boca do Senhor e o fazia com verdade (Jeremias 1:9). Deve-se observar que no termo, do que se trata, não há coisa alguma que implique previsão de acontecimentos. Por isso, é provável que no nome-termo não exista coisa alguma que implique previsão de acontecimentos. Ademais, a palavra grega “prophetes“, significa “aquele que expõe“, “fala sobre certo assunto“, que vem de Deus.


3.  Evangelistas

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 No NT, evangelistas eram homens de Deus, capacitados e comissionados por Deus para anunciar o evangelho, i.e., as boas novas da salvação aos perdidos e ajudar a estabelecer uma nova obra numa localidade. A proclamação do evangelho reúne em si a oferta e o poder da salvação (Rm 1.16).

1. Filipe, o “evangelista” (At 21.8), claramente retrata a obra deste ministério, segundo o padrão do NT.
(a) Filipe pregou o evangelho de Cristo (At 8.4,5,35).
(b) Muitos foram salvos e batizados em água (At 8.6,12).
(c) Sinais, milagres, curas e libertação de espíritos malignos acompanhavam as suas pregações (At 8.6,7,13).
(d) Os novos convertidos recebiam a plenitude do Espírito Santo (At 8.14-17).

2. O evangelista é essencial no propósito de Deus para a igreja. A igreja que deixar de apoiar e promover o ministério de evangelista cessará de ganhar convertidos segundo o desejo de Deus. Tornar-se-á uma igreja estática, sem crescimento e indiferente à obra missionária. A igreja que reconhece o dom espiritual de evangelista e tem amor intenso pelos perdidos, proclamará a mensagem da salvação com poder convincente e redentor (At 2.14-41).
É o que proclama as boas novas, do grego “Euaggélion“. Obedecendo a ordem de Jesus Cristo, o evangelista anuncia a palavra de Deus ao mundo apresentando o único caminho para a salvação eterna. Esse termo aparece apenas 3 vezes no Novo Testamento (Ef. 4:11; At. 21:8 e 2Tm 4:5). Refere-se ao dom da pregação e de fazer o evangelho especialmente claro aos descrentes, ou do testemunho pessoal eficiente.

4. Pastores

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Os pastores são aqueles que dirigem a congregação local e cuidam das suas necessidades espirituais. Também são chamados “presbíteros” (At 20.17; Tt 1.5) e “bispos” ou supervisores (1Tm 3.1; Tt 1.7).

1. A tarefa do pastor é cuidar da sã doutrina, refutar a heresia (Tt 1.9-11), ensinar a Palavra de Deus e exercer a direção da igreja local (1Ts 5.12; 1Tm 3.1-5), ser um exemplo da pureza e da sã doutrina (Tt 2.7,8), e esforçar-se no sentido de que todos os crentes permaneçam na graça divina (Hb 12.15; 13.17; 1Pe 5.2). Sua tarefa é assim descrita em At 20.28-31: salvaguardar a verdade apostólica e o rebanho de Deus contra as falsas doutrinas e os falsos mestres que surgem dentro da igreja. Pastores são ministros que cuidam do rebanho, tendo como modelo Jesus, o Bom Pastor (Jo 10.11-16; 1Pe 2.25; 5.2-4).

2. Segundo o NT, uma igreja local era dirigida por um grupo de pastores (At 20.28; Fp 1.1). Os pastores eram escolhidos, não por política, mas segundo a sabedoria do Espírito concedida à igreja enquanto eram examinadas as qualificações espirituais do candidato.

3. O pastor é essencial ao propósito de Deus para sua igreja. A igreja que deixar de selecionar pastores piedosos e fiéis não será pastoreada segundo a mente do Espírito (1Tm 3.1-7). Será uma igreja vulnerável às forças destrutivas de Satanás e do mundo (ver At 20.28-31). Haverá distorção da Palavra de Deus, e os padrões do evangelho serão abandonados (2Tm 1.13,14). Membros da igreja e seus familiares não serão doutrinados conforme o propósito de Deus (1Tm 4.6,14-16; 6.20,21). Muitos se desviarão da verdade e se voltarão às fábulas (2Tm 4.4). Se, por outro lado, os pastores forem piedosos, os crentes serão nutridos com as palavras da fé e da sã doutrina, e também disciplinados segundo o propósito da piedade (1Tm 4.6,7).
Não existe um significado real da palavra, mas pode-se dizer pela tradição linguística do povo hebreu que Pastor é “aquele que vê”. Ele enxerga além do que suas ovelhas enxergam e por isso, as conduz, protege e as alimenta. No conceito do Novo Testamento, o pastor não pode ser uma pessoa que conserva a totalidade do ministério nas suas próprias mãos ou que esmaga toda a iniciativa dos leigos, mas deve ser aquele que ajuda e encoraja o povo de Deus a descobrir e exercer seus dons. A figura do pastor deve ter como modelo o próprio Jesus Cristo, qualificado como “o bom pastor”.


O ministério pastoral é o mais conhecido e o mais necessário entre todos os ministérios. Nosso Senhor Jesus Cristo é o perfeito exemplo, pois Ele disse: "Eu sou o bom pastor" e acrescentou: "O bom pastor dá as sua vida pelas ovelhas" (Jo. 10:11 e 14). No SI. 23 encontramos o verdadeiro modelo para o ministério pastoral, cujas qualidades são:

1 - Apascentador, isto é, levar as ovelhas aos pastos verdejantes e saudáveis (SI. 23:2; 1 Pe. 5:2; Jr. 3:1 5).
2 - Suavizador, isto é, levar as ovelhas ao refrigério espiritual e refrescar, aplicando o bálsamo divino;

Infelizmente, muitos ministram soda cáustica ao invés de aplicar o bálsamo da doutrina bíblica. Nesse sentido Paulo disse: "Não espancador" (1 Tm. 3:3; Ez. 34:21; Jr. 23:1 e 2).

3 - Disciplinador, isto é, cortar a lã sem ferir as ovelhas; Quando as ovelhas não são tosqueadas, sentem-se mal, ficam com demasiada lá e feias.
Neste estado ficam geralmente enfastiadas, não vão aos cultos, perdem o desejo de contribuir e tornam-se queixosas (II Co. 8:9; Jd. 16).

No Velho Testamento era considerado pastor o guia espiritual do povo: Tanto podia ser um profeta como Samuel, um rei como Davi ou um sacerdote como Josué (Jr. 23; Zc. 3).

As igrejas primitivas tiveram em suas congregações presbíteros, que juntamente com os apóstolos e pastores, os quais foram designados para pastorearem, isto é, cuidarem do rebanho;

Alguns funcionaram como pastores, segundo a chamada direta do Senhor (At. 20:1 7-28). Na palavra de Deus, encontramos pastores e presbíteros muito entrelaçados na apascentarão, assim Pedro testifica (1 Pe 5:1-4).

Só há uma diferença; e que o pastor além de responsável pelo rebanho é o anjo da igreja, colocado pelo Senhor, onde deve permanecer fiel, para não perder a linha espiritual de seu ministério (Ap. 2:1 ; Hb. 13:7-17; Ef. 4:11).
Já os presbíteros eram eleitos ou designados pelos pastores ou pelos apóstolos (At. 14:23; Tt. 1:5-8).
A Palavra de Deus nos fala de presbíteros com honra dobrada; eram os que presidiam uma comunidade; esses eram naturalmente considerados pastores juntamente no ministério (1 Tm. 5:1 7-29 ). Deve e precisa ser muito respeitado, com a mesma honra que se dá a um pastor.
O pastor está velando por uma obra que não é sua, da qual, um dia dará contas ao legítimo dono (1 Pe. 5:3 e 4; Hb. 13:17).


O pastor tem que ser:

a) Bom crente e andar com verdadeiro exemplo de sinceridade ( Tt. 1: 5-8 ).
b) Ser bom esposo ( 1 Pe. 3:7; 1 Is. 3:2-4 ).
c) Ser bom pai (1 Tm. 3:5; Cl. 3:21).
d) Ser bom companheiro ( Fl. 2:3; 1 Jo. 3:1 8 ).
e) Ser bom cidadão, obediente às autoridades ( Rm 13:1-10 ).
f) Ser também um bom irmão (1 Is 3:2 )

Alguém escrevendo sobre o pastor disse:
1 - O pastor precisa ter a força de um boi;
2 - A tenacidade de um cão;
3 - A paciência de um asno;
4 - A indústria de um castor;
5 - A veracidade de um camaleão
6- A visão de uma águia;
7 - As melodias de um rouxinol;
8 - A pele de um rinoceronte;
9 - A disposição de um incurável:
10- A lealdade de um apóstolo;
11- A fé de um profeta;
12 - A ternura de um pastor de ovelhas;
13 - O fervor de um evangelista;
14 - A devoção de uma mãe.

As atividades do pastor englobam as funções de:
a) De pastor
b) De pregador
c) De administrador
d) De educador
e) De conselheiro.

Existem três coisas que elevam o pastor no desempenho das suas funções:
1- A experiência necessária
2- O conhecimento geral daquilo que ele desempenha
3- Maturidade: Ser longânimo; nunca precipitado em assuntos que envolvam o seu ministério.



5. Mestres


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A palavra é derivada do latim “magister” e do hebraico “Rabino ou Rabbi“, significa “professor de grande saber“, “perito ou versado” em qualquer ciência ou arte.



Os mestres são aqueles que têm de Deus um dom especial para esclarecer, expor e proclamar a Palavra de Deus, a fim de edificar o corpo de Cristo (4.12).
(1) A missão dos mestres bíblicos é defender e preservar, mediante a ajuda do Espírito Santo, o evangelho que lhes foi confiado (2Tm 1.11-14). Têm o dever de fielmente conduzir a igreja à revelação bíblica e à mensagem original de Cristo e dos apóstolos, e nisto perseverar.
(2) O propósito principal do ensino bíblico é preservar a verdade e produzir santidade, levando o corpo de Cristo a um compromisso inarredável com o modo piedoso de vida segundo a Palavra de Deus. As Escrituras declaram em 1 Tm 1.5 que o alvo da instrução cristã (literalmente “mandamento”) é a “caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida” (1Tm 1.5). Logo, a evidência da aprendizagem cristã não é simplesmente aquilo que a pessoa sabe, mas como ela vive, i.e., a manifestação, na sua vida, do amor, da pureza, da fé e da piedade sincera.
(3) Os mestres são essenciais ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeita, ou se descuida do ensino dos mestres e teólogos consagrados e fiéis à revelação bíblica, não se preocupará pela autenticidade e qualidade da mensagem bíblica nem pela interpretação correta dos ensinos bíblicos. A igreja onde mestres e teólogos estão calados não terá firmeza na verdade. Tal igreja aceitará inovações doutrinárias sem objeção; e nela, as práticas religiosas e idéias humanas serão de fato o guia no que tange à doutrina, padrões e práticas dessa igreja, quando deveria ser a verdade bíblica.
Por outro lado, a igreja que acata os mestres e teólogos piedosos e aprovados terá seus ensinos, trabalhos e práticas regidos pelos princípios originais e fundamentais do evangelho. Princípios e práticas falsos serão desmascarados, e a pureza da mensagem original de Cristo será conhecida de seus membros. A inspirada Palavra de Deus deve ser o teste de todo ensino, idéia e prática da igreja. Assim sendo, a igreja verá que a Palavra inspirada de Deus é a suprema autoridade, e, por isso, está acima das igrejas e suas instituições.


Sempre é necessário manter em mente o para que serve o dom de ensino: que as pessoas aprendam.Este dom figura em todas as três listas primárias dos dons espirituais. Isso não quer dizer que um dom seja mais válido somente porque é mencionado mais de uma vez, embora provavelmente signifique que é mais universal.

Este dom, usualmente, é um dom que envolve tempo integral.Ao inverso de outros dons que usualmente só são utilizados ocasionalmente, como o de libertação ou o de discernimento de espíritos, uma vez descoberto e estando em operação, o ensino geralmente envolve um uso regular e constante, em que muito tempo é dedicado ao estudo e à preparação.

Os mestres que receberam o dom de ensino também se mostram pacientes com seus alunos.Eles criam uma atmosfera, em classe, onde os estudantes sentem-se livres para levantar indagações de qualquer tipo.

É o que ensina a doutrina (doutor). Pega as verdades mais difíceis e complicadas e traz de maneira clara para a Igreja entender.



 Na igreja, possui o dom do ensino de Romanos 12:7. O mestre nem sempre é um pastor, ele pode ensinar em um seminário, instituto bíblico, classe de escola bíblica, estudo nos lares, grupos familiares. Há muitos pastores que não são mestres, apesar de terem também a tarefa de ensinar a igreja.


O estudo dos dons de Deus aos homens é amplo e nos apresenta recursos pelos quais podemos servir ao Senhor e à sua Igreja. Esses dons são para os nossos dias, pois não há na Bíblia nenhum versículo que diga que os dons espirituais deixaram de existir com a morte do último apóstolo. Portanto, busquemos os dons do Espírito Santo, pois estão à nossa disposição. Eles são um exemplo da multiforme graça de Deus em dispensar instrumentos espirituais para a Igreja na história.




Nos moldes do colégio dos doze, o ministério apostólico não existe atualmente. Entretanto, o dom ministerial de apóstolo citado por Paulo em Efésios 4.11 está em plena vigência. Pastores experimentados, evangelistas e missionários que desbravaram os rincões do nosso país ou em países inimigos do Evangelho, são pessoas portadoras desse dom ministerial. São os verdadeiros apóstolos da Igreja de Cristo hoje.

Jesus levou cativo o cativeiro

Por Jânio Santos de Oliveira


 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra
Pastor Presidente: Eliseu Cadena


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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!


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Efésios 4:8-10

 Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro,e deu dons aos homens.
Ora, isto— - ele subiu— - que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?
Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.




 “Levar cativo o cativeiro” quer dizer que Jesus é Senhor daquilo que nos aprisionava – que era nosso cativeiro, no caso, o pecado. Jesus tem todo domínio e poder sobre o que nos prendia, quando éramos escravos do pecado. Agora, libertos do pecado fomos feitos servos de Deus e o aguilhão da morte não tem mais poder sobre nossas vidas.

Percebem um sabor Redentor nessa expressão, pois o cativeiro seria remidor e não destruidor. Por isso comentou Braune in loc.: os homens...ele recebeu e levou consigo para o mesmo santuário... Pois Deus conquista, vence, leva consigo, toma para si, torna seu mesmo e não deseja reter para si mesmo, mas transforma-o, dota-o e faz dele um presente: seus
cativos tornam-se seus servos, os servos de Israel. Ele faz dos inimigos e antagonistas de sua teocracia servos da mesma. Assim também, em um sentido mais elevado, faz Cristo—fez de Paulo, do inimigo e destruidor da igreja um apostolo. O ato de Deus tomar e receber para’ si aponta para uma doação subsequente, a doação de Cristo a um recebimento prévio...Pela palavra homens devemos compreender principalmente os homens conquistados por ele, seus homens, a quem ele outorgou dons da graça, a fim de que eles mesmos sejam e possam tornar-se dons para os homens.

I. Que tipo de região foi a que Jesus desceu?

Interpretar que “levar cativo o cativeiro” significa exatamente transportar espíritos desencarnados justos do Hades para o Céu é forçar a passagem completamente – o texto não diz isso e poderíamos forçá-la do jeito que quisermos para fundamentar qualquer doutrina! Se essa transferência realmente tivesse ocorrido, então certamente isso estaria sendo mencionado de maneira clara nas Escrituras. Mas isso não ocorre em parte nenhuma. Vejamos, por exemplo, no comentário do mesmo apologista imortalista anteriormente citado, o que ele tem a nos dizer sobre Efésios 4:8-9:




Sobre o “descer às regiões inferiores da terra”

“A expressão ‘até as regiões inferiores da terra’ não é uma referência ao inferno, mas ao túmulo. Até mesmo o ventre de uma mulher é descrito como sendo ‘profundezas da terra’ (Sl 139:15). Essa expressão significa simplesmente covas, túmulos, lugares fechados na terra, em oposição a partes altas, como montanhas"

O comentário dos tradutores na nota de rodapé da Nova Versão Internacional, que por sinal também adota a crença na imortalidade da alma, também faz questão de refutar esse mito no que diz respeito a Efésios 4:9:

"Embora Paulo cite o salmo para introduzir a ideia de 'dons aos homens', aproveita a oportunidade para relembrar ao leitor a vinda de Cristo à terra (sua encarnação) e a subsequente ressurreição e ascensão. É provável que o texto não signifique (como pensam alguns e como querem algumas traduções) que Cristo desceu ao inferno"

Jesus teria descido ao inferno entre a sua morte e ressurreição?

"Em Efésios 4:9, é dito que Cristo desceu às partes mais baixas da terra. Isso provavelmente significa que ele desceu à terra, que é as partes mais baixas. O “da” ali não significa que ele estava afundando na terra. Assim, não penso que o texto garanta a interpretação que ele desceu ao inferno . Não existe nenhuma base textual para crer que Cristo desceu ao inferno"

Vemos, portanto, que são os próprios imortalistas que refutam esse mito amplamente crido por muitos deles, de que "levar cativo o cativeiro" significa ter tirado pessoas do Hades e as transferido para o Paraíso. Levar cativo o cativeiro é uma linguagem que expressa a vitória de Cristo sobre as trevas e sobre os inimigos espirituais de Cristo. Não significa que ele desceu até o inferno e nem que ele tenha levado amigos cativos para o Céu. Se assim fosse, os próprios imortalistas teriam que rever sua própria teologia, pois ensinam que o Sheol (Hades) era um local de paz para os justos, e não um "cativeiro".





II.  O que de fato Paulo queria dizer com isso?


Efésios 4:8,9 diz: “Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?”

Efésios 4:7-13 diz: "Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo. Por isso é que foi dito: "Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens". (Que significa "ele subiu", senão que também descera às profundezas da terra? Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas.) E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo."



Isaías 49:24 diz: "Porventura pode alguém arrancar o despojo dos guerreiros, ou será que os prisioneiros podem ser resgatados do poder dos dominadores?"

A resposta para ambas as perguntas daremos no final!

Veremos já, o que Paulo está de fato querendo dizer no trecho inicial; mas antes, vamos ver de onde Paulo tirou esse texto:*

Salmo 68:18 diz: "Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens, e até para os rebeldes, para que o Senhor Deus habitasse entre eles."

Mas do que o salmista está falando aqui a final de contas?!

A resposta está no contexto, ou seja: O Salmista está falando da conquista de Jebus = Jerusalém, por parte de Deus e de Davi das mãos dos inimigos. Salmos 68:15-17 diz: "O monte de Deus é como o monte de Basã, um monte elevado como o monte de Basã. Por que saltais, ó montes elevados? Este é o monte que Deus desejou para a sua habitação, e o Senhor habitará nele eternamente. Os carros de Deus são vinte milhares, milhares de milhares. O Senhor está entre eles, como em Sinai, no lugar santo."

Deus estava com Davi subindo ao alto de Jebus levando cativo o cativeiro dando dons aos homens.

2 Samuel 5:6,7,9,10 diz: "O rei e seus soldados marcharam para Jerusalém para atacar os jebuseus que viviam lá. E os jebuseus disseram a Davi: "Você não entrará aqui! Até os cegos e os aleijados podem se defender de você". Eles achavam que Davi não conseguiria entrar, mas, Davi conquistou a fortaleza de Sião, que veio a ser a cidade de Davi. Davi passou a morar na fortaleza e chamou-a cidade de Davi. Construiu defesas na parte interna da cidade desde os muros de arrimo. E foi se tornando cada vez mais poderoso, pois o Senhor Deus dos Exércitos estava com ele."

A cidade de Jebus representa os cativos sob poder de Satanás no reino das trevas e da morte.

Deus e Cristo subiu ao alto - isto é, subiu ao calvário onde ali foi crucificado, e na sua morte e supultamento, Cristo ao subir da sepultura e ao subir ao céu, levou cativo o cativeito, isto é, ele conquistou definitivamente a libertação daqueles que estavam sob o domínio das trevas e como prisioneiros do império da morte e servos ou agentes de satanás na terra, e então por meio da vitória de Cristo nós por meio da fé somos transportados por Deus para o reino do seu filho amado - o reino da luz e da vida, e passamos a ser servos ou agentes de Deus e Cristo em seu reino aqui na terra, e para isso nos foi concedidos dons.

Assim como Davi triunfou sobre os inimigos, assim também Cristo triunfou.

Assim como Deus triunfou em Davi sobre os inimigos, assim também Deus triunfou em Cristo sobre os inimigos.

Assim como Davi triunfou por meio de seu exército sobre os inimigos, assim também Cristo triunfa por meio do seu exército sobre os inimigos.

Somos soldados de Jesus Cristo e nossos inimigos são espirituais.

Quando triunfamos quem Triunfa automaticamente é Cristo.

 Como ocorreu na subida de Davi, assim também ocorreu na subida de Jesus que se deu após sua morte e ressurreição; ele verdadeiramente triunfou e despojou todo o império das trevas e da morte:

Colossenses 2:15 diz: “e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz.”

Ele anulou a ação de Satanás na vida daqueles que abraçaram a obra realizada no alto do calvário onde foi crucificado no madeiro:

Mateus 12:25-29 diz: "Entretanto, Jesus compreendia os pensamentos deles, e lhes afirmou: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não resistirá. Se Satanás expulsa Satanás, está dividido contra ele próprio. Como poderá então subsistir o seu reino? E se Eu expulso demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? E, por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. Mas, se é pelo Espírito de Deus que Eu expulso demônios, então, verdadeiramente, é chegado o Reino de Deus sobre vós! Ou ainda, como pode alguém entrar na casa do homem forte e roubar-lhe todos os bens sem primeiro amarrá-lo? Só depois disso será possível saquear a sua casa."

Cristo libertou, vivificou e salvou os que estavam cativos, mortos e perdidos:

Efésios 2: 1-7 diz: "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus."

Estes por meio de Cristo, passaram para outras mãos, para outro reino, para outro império:

Colossenses 1:12-14 diz: "Dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;"

O significado da frase "Aquele que desceu até as partes mais baixas da terra e subiu ao alto e levou cativo o cativeiro" *não é*:

"Jesus morreu e subiu ao paraíso celestial levando almas ou espíritos desencarnados para o paraíso celestial."

O significado da frase "Aquele que desceu até as partes mais baixas da terra e subiu ao alto e levou cativo o cativeiro" é:

O Jesus QUE morreu, triufou sobre satanás e sobre o império das trevas, ao subir da sepultura na qual foi introduzido após ressuscitar, e posteriormente ao subir ao céu, ele confirmou verdadeiramente essa vitória, e nessa vitória, nós que eramos cativos de satanás e que estavamos no reino das trevas e da morte vivendo no mundo como servos e filhos das trevas, AGORA, por meio do crer no evangelho, passamos para outras mãos, passamos a estar no reino da luz e da vida, fomos libertos, vivificados e salvos; nossa identidade mudou, assim como a cidade que antes era Jebus agora é Jerusalém, nós que antes eramos trevas agora somos luz, nós que estavamos mortos agora estamos vivos, nós que pertenciamos a um império pertencemos a outro, nós que eramos agentes de um império agora somos agentes de outro império, nós que eramos prisioneiros de um agora somos prisioneiros de outro.

Ou seja, Paulo NÃO está falando de uma transferência de lugar dos mortos fisicamente, isto é, de almas ou espíritos desencarnados; Paulo ESTÁ na verdade falando de uma transferência de lugar dos vivos fisicamente mas que estavam sim mortos espiritualmente (privados de comunhão com Deus) em decorrência dos seus próprios pecados; esta transferência se deu após a vitória de Cristo sobre satanás e o império das trevas, que se deu plenamente após a morte, ressurreição e assenção de Cristo, e quando se abraça com fé essa mensagem do evangelho, a saber, a mensagem de que Cristo morreu, foi sepultado, ressuscitou e subiu ao céu!

Agora somos agentes de outro reino, de outro império e dons foram concedidos para isso, conforme a graça que a cada um é concedida:*

Efésios 4:7-13 diz: "Mas a cada um de nós foi dada a graça conforme a medida do dom de Cristo.
Por isso é que foi dito: "Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo muitos prisioneiros, e deu dons aos homens". (Que significa "ele subiu", senão que também descera às profundezas da terra? Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher todas as coisas.) E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo."

A pesar do texto a seguir ser muito questionado sobre o fato de ter sido ou não realmente escrito por Marcos, quero utilizar ele, pois nele é dito que Cristo conferiu algo a todos os crentes nele ao subir ao céu:

 Marcos 16: 15-20 "E disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. 

Vejamos ele conferindo isso primeiramente aos aos 12 durante seu ministério terreno:

Mateus 10:1-8 "E, chamando os seus doze discípulos, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos, para os expulsarem, e para curarem toda a enfermidade e todo o mal. Ora, os nomes dos doze apóstolos são estes: O primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Lebeu, apelidado Tadeu; Simão, o Cananita, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu. Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho dos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.

OU SEJA, Assim como os doze, somos também discípulos; assim como os doze, somos também apóstolos no sentido de sermos emissários, ou seja, fomos incumbidos (já que fazemos parte da igreja de Cristo) de anunciar o evangelho com poder pelo mundo a fora, no momento em que Cristo subiu ao céu, naquele momento o cativeiro estava sendo levado cativo, pois verdadeiramente aquelas pessoas haviam passado do reino das trevas para o reino do filho de Deus, e agora tem a incumbência de fazer com que outras pessoas cativas no império das trevas passem de igual modo para o reino do filho amado de Deus por meio do evangelho que é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crer!

Ele conferiu também aos 70 durante seu ministério terreno:*

Lucas 10:1-9 diz: "E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. Ide; eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforje, nem alparcas; e a ninguém saudeis pelo caminho. E, em qualquer casa onde entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa. E, se ali houver algum filho de paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não, voltará para vós. E ficai na mesma casa, comendo e bebendo do que eles tiverem, pois digno é o obreiro de seu salário. Não andeis de casa em casa. E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido. E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus."




Isaías 49:24 diz: "Porventura pode alguém arrancar o despojo dos guerreiros, ou será que os prisioneiros podem ser resgatados do poder dos dominadores?"


Ef 4:1 diz: "Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam."


Jesus ‘levou cativo o cativeiro’. Esse cativeiro seria o inferno?
Vamos, então, ao texto bíblico citado por nosso ouvinte. Efésios 4:8 e 9: ‘Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens. Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra’

‘Ás partes inferiores da terra’ . Esta frase pode ser entendida como se referindo tanto para a própria terra quanto para o ‘inferno’ (hades ‘ sepultura) aonde o corpo de Cristo é descrito como tendo ido por ocasião da sua morte (Atos 2:31).

Entender a passagem como se referindo ao ‘inferno’ (sepultura), faz com que a passagem fale especificamente a respeito da morte e sepultamento de Cristo. Foi esta humilhação de Cristo que o levou a Sua exaltação (Filipenses 2:5-11).

Ao participar de tal experiência em sua vida, Jesus Cristo tornou-se um Sumo Sacerdote eficaz e conhecedor de todas as fraquezas da vida humana, até mesma a própria morte (Hb 2:14-18 e 7:25-27)

Esse mesmo Jesus que neste mundo viveu, e morreu não continua morto. Ele ressuscitou. Mas você sabia que ele não ressuscitou sozinho da morte? Mateus 27:50 a 53 relata: ‘E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.’

O que Efésios está dizendo é que quando Jesus ascendeu aos céus Ele levou para o céu com ele um grupo de pessoas ressuscitadas com Ele. Ele levou as pessoas que estavam no cativeiro da morte, cativas (isto é, redimidas) com Ele (longe do poder de Satanás) para o reino de Seu Pai. Foi uma pequena amostra da eficácia de seu sacrifício.

Um dia por ocasião de sua Segunda Vinda todos aqueles que creram nEle irão também ressurgir da tumba para serem revestidos da imortalidade.


Vale mais ser prisioneiros de Deus e de Cristo do que ser prisioneiros do diabo!