segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O que Moisés e Elias falaram com Jesus

Por Jânio Santos de Oliveira


 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra
Pastor Presidente: Eliseu Cadena


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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

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Nesta oportunidade nós estaremos abrindo a Palavra de Deus que se encontra em Mateus 17.1-8

1 - Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte.

2 - E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.

3 - E eis que lhes apareceram Moises e Elias, falando com ele.

4 - E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom e estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moises e um para Elias.

5- E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este e o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.

6 - E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.

7 - E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.

8 - E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.



Moisés e Elias vieram ter com Jesus a fim de fortalecê-lo para 

enfrentar os dias difíceis que teria pela frente. Dias de prisão, 

julgamento e morte.
Moisés e Elias vieram ter com Jesus representando o futuro reino 

de Deus a ser implantado pela morte de Cristo. Elias, 

representando os que serão transladados sem ver a morte. E 

Moisés representando os que após a morte, forem ressuscitados 

por Deus para vida eterna.


I.  Jesus aparece como a figura principal; enquanto Moisés e Elias são personagens secundários .


O relato sobre a transfiguração, conforme narrado nos evangelhos sinóticos, e um dos mais emblemáticos do Novo Testamento (Mt 1 7.1 -1 3 Mc 9.2-8; Lc 9.28-36). Além do nome de Moises, o texto coloca em evidencia também o de Elias. Entretanto, diferentemente dos outros textos ate aqui estudados, o profeta não aparece aqui como a figura central, mas secundaria! O centro e deslocado do profeta de Tisbe para o Profeta de Nazaré, Jesus. E não mais Elias. Moises, Pedro, Tiago e João, também nominados nesse texto, aparecem como figurantes numa cena onde Cristo, o Messias prometido, é a figura principal.

Tanto Moisés como Elias realmente apareceram e estes falavam com Jesus acerca da sua "morte". Jesus sabia todas as coisas e não necessitava que lhe contassem qualquer coisa, porém era necessário, pois se assim não fosse Ele, Cristo, não teria levado seus principais - por questão de afinidade - discípulos ao monte para presenciarem este fato.  

Mt 17.3- E eis que lhes apareceram Moises e Elias, falando com Ele.

Luc. 9:31 apresenta a natureza da conversa: Os quais apareceram em gloria e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir cm Jerusalém. A expressão no grego, traduzida por e eis, serve de elemento comum que introduz uma característica ou elemento principal do acontecimento narrado. Elemento notável foi a aparição de duas personagens famosas do V.T. Alguns interpretes não aceitam a aparição objetiva desses homens, mas acham que o acontecimento foi um tipo de visão que dispensava a presença literal dos mesmos. Mas. a maior parte dos interpretes compreende corretamente que eles realmente apareceram, e não ha razão alguma para que se negue a possibilidade de tal aparição. Isso não tem sido raro na historia do homem, e as Escrituras afirmam a sobrevivência e a existência posterior daqueles que já morreram. No caso de Elias, que não passou pela morte, talvez tenhamos razão cm pensar que ele passou pela transformação do corpo terrestre para o corpo celeste, o que sucedera aos corpos dos verdadeiros discípulos quando do arrebatamento da igreja.claramente são suposições errôneas. A experiência mística, especialmente do tipo acompanhado por alguma visão, traz consigo mesma a sua interpretação, o sentido e as razoes da visão. Naquela oportunidade os discípulos não compreendiam ainda tudo isso, mas tal entendimento veio mais tarde. Pelo menos compreenderam que a visão salientava a gloria de Jesus como Messias: e provavelmente também entenderam que o acontecido foi motivo de consolo c revigoramento. tanto para Jesus (que breve haveria de enfrentar a cruz) como para eles mesmos, especialmente por que servia de fator de fortalecimento da fê em uma ocasião difícil. Mais tarde, a ocorrência serviu para fortalecer a vida crista em todas os seus aspectos, por haver demonstrado tão claramente a gloria, o poder c a elevada posição de Jesus. como o rei do reino eterno, depois da parousia.







II. O sofrimento de Moisés com a Nação de Israel


Então toda a congregação levantou a sua voz; e o povo chorou naquela noite.

E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! ou, mesmo neste deserto!
E por que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito?
E diziam uns aos outros: Constituamos um líder, e voltemos ao Egito.
Então Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos perante toda a congregação dos filhos de Israel.
E Josué, filho de Num, e Calebe filho de Jefoné, dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes.
E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pela qual passamos a espiar é terra muito boa.
Se o Senhor se agradar de nós, então nos porá nesta terra, e no-la dará; terra que mana leite e mel.
Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo dessa terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco; não os temais.
Mas toda a congregação disse que os apedrejassem; porém a glória do Senhor apareceu na tenda da congregação a todos os filhos de Israel.
E disse o Senhor a Moisés: Até quando me provocará este povo? e até quando não crerá em mim, apesar de todos os sinais que fiz no meio dele?
Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei; e te farei a ti povo maior e mais forte do que este.
E disse Moisés ao Senhor: Assim os egípcios o ouvirão; porquanto com a tua força fizeste subir este povo do meio deles.
E dirão aos moradores desta terra, os quais ouviram que tu, ó Senhor, estás no meio deste povo, que face a face, ó Senhor, lhes apareces, que tua nuvem está sobre ele e que vais adiante dele numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite.
E se matares este povo como a um só homem, então as nações, que antes ouviram a tua fama, falarão, dizendo:
Porquanto o Senhor não podia pôr este povo na terra que lhe tinha jurado; por isso os matou no deserto.
Agora, pois, rogo-te que a força do meu Senhor se engrandeça; como tens falado, dizendo:
O Senhor é longânimo, e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, que o culpado não tem por inocente, e visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos até a terceira e quarta geração.
Perdoa, pois, a iniqüidade deste povo, segundo a grandeza da tua misericórdia; e como também perdoaste a este povo desde a terra do Egito até aqui.
E disse o Senhor: Conforme à tua palavra lhe perdoei.
Porém, tão certamente como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra,
E que todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz,
Não verão a terra de que a seus pais jurei, e nenhum daqueles que me provocaram a verá.
Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua descendência a possuirá em herança.
Ora, os amalequitas e os cananeus habitam no vale; tornai-vos amanhã e caminhai para o deserto pelo caminho do Mar Vermelho.
Depois falou o Senhor a Moisés e a Arão dizendo:
Até quando sofrerei esta má congregação, que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, com que murmuram contra mim.
Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros.
Neste deserto cairão os vossos cadáveres, como também todos os que de vós foram contados segundo toda a vossa conta, de vinte anos para cima, os que dentre vós contra mim murmurastes;
Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.
Mas os vossos filhos, de que dizeis: Por presa serão, porei nela; e eles conhecerão a terra que vós desprezastes.
Porém, quanto a vós, os vossos cadáveres cairão neste deserto.
E vossos filhos pastorearão neste deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto.
Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, levareis sobre vós as vossas iniqüidades quarenta anos, e conhecereis o meu afastamento.
Eu, o Senhor, falei; assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto se consumirão, e aí falecerão.
E os homens que Moisés mandara a espiar a terra, e que, voltando, fizeram murmurar toda a congregação contra ele, infamando a terra,
Aqueles mesmos homens que infamaram a terra, morreram de praga perante o Senhor.
Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos homens que foram espiar a terra, ficaram com vida.
E falou Moisés estas palavras a todos os filhos de Israel; então o povo se contristou muito.
E levantaram-se pela manhã de madrugada, e subiram ao cume do monte, dizendo: Eis-nos aqui, e subiremos ao lugar que o Senhor tem falado; porquanto havemos pecado.
Mas Moisés disse: Por que transgredis o mandado do Senhor? Pois isso não prosperará.
Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos.
Porque os amalequitas e os cananeus estão ali diante da vossa face, e caireis à espada; pois, porquanto vos desviastes do Senhor, o Senhor não estará convosco.
Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cume do monte; mas a arca da aliança do Senhor e Moisés não se apartaram do meio do arraial.
Então desceram os amalequitas e os cananeus, que habitavam na montanha, e os feriram, derrotando-os até Hormá (Nm 14.1-45).

A hora havia chegado para que o povo de Israel tomasse a sua grande decisão. Por causa da sua falta de fé em Deus, eles tinham enviado seus líderes para examinar a terra da promessa, e dez deles declararam, ao voltar, que o povo da terra era poderoso demais para que a terra pudesse ser conquistada. Mas um destes líderes, Calebe, corajosamente conclamou o povo a avançar, porque certamente prevaleceria contra a terra.
O povo deu atenção à maioria descrente, e, deixando-se levar pela emoção do desapontamento, esqueceram-se de tudo o que haviam aprendido sobre o caráter de Deus. Concluiu que não podia entrar, e se voltou contra Moisés e Arão. Exclamavam que iriam morrer à espada, e que suas mulheres e suas crianças seriam escravizadas. Queriam voltar ao Egito, declarando que nunca deviam ter saído de lá. Não pensaram nas dificuldades que teriam de enfrentar para voltar, principalmente se Deus os abandonasse sem alimento ou água: seria preferível entrar em Canaã.
Seu comportamento foi causado pela falta de confiança no que Deus podia fazer, e suas queixas eram realmente contra Deus, pois Moisés e Arão eram apenas Seus agentes para tirar o povo do Egito e levá-lo até Canaã. Com grandes sinais, Deus havia conduzido o povo para fora da escravidão, através do deserto inóspito, até a fronteira da terra prometida. Ele havia fornecido proteção, alimento e cumprido suas promessas. Mas o povo recusou tomar o último passo de fé e entrar na terra, pois estavam com medo.
Às vezes fazemos o mesmo: confiamos em Deus nos casos menos importantes, mas duvidamos da sua habilidade em resolver as situações mais difíceis, que nos dão medo, os grandes problemas, as grandes decisões. Devemos continuar a confiar nEle, lembrando-nos do que já fez em nossa vida. Quando nos vemos como gafanhotos entre gigantes, é que precisamos de Deus.
Moisés e Arão então prostraram-se diante da congregação, em atitude de profundo desapontamento e desespero, e Moisés lhes disse que não se espantassem, nem temessem, pois o SENHOR seu Deus que ia adiante deles pelejaria por eles, amparando-os como havia feito desde o Egito (Dt 1:29-31).
Calebe e Josué haviam visto as mesmas coisas que os outros, na expedição de reconhecimento da terra. Mas, ao contrário do outros, eles incluíram o SENHOR na sua recomendação sobre o que se havia de fazer.
Esta multidão certamente precisava de Deus, e Calebe e Josué, rasgando as suas próprias vestes em sinal de profunda tristeza, insistiram com o povo que, se o SENHOR se agradasse dele, Ele lhe daria a terra, que era realmente muito boa; somente lhe competia não ser rebelde, nem temer o povo da terra.
Mas o povo rejeitou os seus apelos, e até mesmo falou em apedrejá-los. Não devemos precipitadamente rejeitar conselhos e apelos de que não gostamos, que nos são feitos por homens de Deus. É mais prudente refletir sobre eles com cuidado, verificando-os à luz da Palavra de Deus. O aviso poderá ter vindo de Deus.
Na altura desta crise, a Glória do SENHOR (a coluna de nuvem) apareceu na Tenda da Congregação: Ele estava profundamente irado contra o povo, por causa da sua rebeldia e incredulidade. Ele propôs a Moisés matar o povo todo com uma pestilência, e começar de novo com a descendência de Moisés, que herdaria as promessas feitas aos patriarcas.
Sem dúvida Ele estava pondo Moisés à prova, e Moisés se saiu muito bem: ele não queria isto para si, embora lhe fosse vantajoso.
Os povos da terra sabiam como o SENHOR havia tirado o povo do Egito com mão forte, mas perderiam seu respeito se o povo, de quem Ele cuidava, fosse morto no deserto, pois iam concluir que Ele não era suficientemente poderoso para fazê-los entrar na terra. Lembrando ao SENHOR novamente alguns dos seus atributos (Êx 34:6,7), Moisés pede Sua misericórdia para com aquele povo, que instantes atrás quis apedrejá-lo. Como aquele povo, também contamos com o amor, paciência, perdão e misericórdia de Deus.
O povo de Israel tinha um conhecimento melhor de Deus do que qualquer povo antes dele, pois tinha tanto Sua lei, como Sua presença física. Sua recusa em avançar após Ele, depois de testemunhar Seus sinais sobrenaturais e ouvir Suas palavras, tornou o julgamento mais severo. Maior oportunidade trás maior responsabilidade, como o Senhor Jesus disse "àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão" (Lc 12:48). Quanto mais a nossa responsabilidade, para obedecer e servir a Deus - pois temos toda a sua revelação, na Bíblia, e conhecemos o seu Filho, Jesus Cristo.
Este acontecimento tem um outro significado especial para nós: o povo teve fé suficiente para espargir o sangue do cordeiro nas portas de suas casas (expiação) e de sair do Egito (mundo), mas não tinha fé para entrar na terra de Canaã. Portanto, embora redimidos, deram quarenta anos de mágoa ao SENHOR. É como o caso do que faz profissão de fé, aprende de Cristo sendo assim iluminado por Ele, prova a vida na igreja e participa do ensino do Espírito Santo, mas que, por não ter na realidade a fé salvadora em si, eventualmente volta atrás (Hb 6:4-6), passando para um estado pior do que antes.
O povo já tinha posto Deus à prova dez vezes: (1) à margem do Mar Vermelho (Êx 14:11, 12); (2) em Mara (Êx 15:24); (3) no Deserto de Sim (Êx 16:3); (4) colhendo mais maná do que devia (Êxodo 16:20); (5) colhendo maná no sábado (Êx 16:27-29); (6) em Refidim (Êx 17:2, 3); (7) no monte Sinai (Êx 32:7-10); (8) em Taberá (Nm 11:1, 2); (9) outra vez em Taberá (Nm 11:4); (10) agora em Cades-Barnéia (Nm 14:1-4).
O SENHOR perdoou o povo. Eles se salvaram da pestilência, mas os incrédulos não teriam o privilégio sequer de ver a terra prometida. Ele declarou também que, tão seguramente como Ele vive, toda a terra se encherá da Sua glória: Seu programa para a terra continua, e um dia vai ser completado, quando Cristo instalará aqui o Seu reino.
A punição foi proporcional ao crime: os dez espias, que fizeram o povo murmurar contra Moisés, morreram de praga perante o SENHOR; o povo foi condenado a vagar pelo deserto por quarenta anos, o número de dias que os espias percorreram Canaã; os que pecaram, os de vinte anos para cima, morreram no deserto (pois era isso que temiam em sua incredulidade), impedidos de entrar na terra prometida (Hb 3:17-19). Mas Calebe e Josué, que mostraram a sua fé, bem como os filhos do povo, que pensavam seriam escravizados, iriam entrar na terra.
Ao ouvir a sentença, o povo se entristeceu muito; aqueles homens declararam que haviam pecado, e que agora estavam dispostos a subir o monte em direção à terra prometida, embora tendo perdido a oportunidade de ir com Deus. Isto não era fé, mas presunção. Não existe vitória se não houver submissão à vontade de Deus. Falhar em nossa fé muitas vezes traz mais problemas do que os que tínhamos antes; quando fugimos de Deus, inevitavelmente incorremos em problemas. Deus quer obediência imediata e completa. Às vezes as boas intenções e as ações certas chegam tarde demais.
Moisés procurou demovê-los, prevenindo que não teriam sucesso, pois eles haviam se desviado do SENHOR, e Ele não seria com eles. Mas eles não lhe deram ouvidos, seguiram monte acima, os amalequitas desceram sobre eles e os derrotaram monte abaixo.



III. O sofrimento de Elias com a Nação de Israel.





1. A Situação da Apostasia de Israel

A história do declínio de Israel começa com Salomão. Ainda que seu pai, Davi, tivesse tentado servir ao Senhor e tivesse humildemente arrependido quando pecou, Salomão não permaneceu fiel. Apesar de todas as bênçãos que Deus lhe deu, ele seguiu suas centenas de esposas para longe do Senhor e para a idolatria. Quando Salomão morreu, Deus retirou dele a maior parte do reino e a deu a Jeroboão. Esta nova nação, que consistia das dez tribos do norte, foi chamada Israel. Deus disse a Jeroboão que o abençoaria e estabeleceria a sua como a família real, por muitas gerações, se ele fosse fiel e obediente ao Senhor.
Mas Jeroboão não confiou em Deus. Ele não se voltou para o Senhor, mas se afastou dele. Estava tão preocupado com sua posição de poder em Israel que não queria permitir ao povo voltar a Jerusalém para suas festas religiosas anuais. Temia que o povo se decidisse a servir o filho de Salomão e não mais quisesse Jeroboão como rei.
Para impedir o povo de sair de Israel, Jeroboão inventou um novo sistema religioso. Ele tomou emprestadas muitas idéias da religião verdadeira que Deus tinha estabelecido no Monte Sinai. Com seus bezerros de ouro, centros de adoração não autorizados e sacerdotes não levíticos, Jeroboão deu um grande passo afastando-se de Deus.

2. Elias padeceu por causa do seu povo



Elias não aguentava mais: “Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais” (v. 4). Como pôde a notável vitória do Monte Carmelo (cap. 18) dar lugar, tão rapidamente, a um estado de espírito tão negativo?
A luta entre o bem e o mal, entre Deus e Satanás, é uma realidade sempre presente na experiência cristã. Quantas vezes assistimos a crescimentos notáveis no trabalho do Senhor, fruto abundante, almas salvas e, repentinamente, sem se saber bem porquê, tudo desaba! As forças do mal sempre resistirão ao progresso do povo de Deus. Leia os capítulos 9 e 10 do livro de Daniel! O apóstolo Paulo também identifica, de forma clara, a ação deletéria de Satanás no seu ministério (1 Ts 2:18).
Ataque à liderança. Elias era a mais poderosa voz em prol de um reavivamento e o regresso ao culto do Deus Verdadeiro em Israel. Corajosamente, enfrentou sozinho e venceu os 850 falsos profetas de Baal e do poste-ídolo (18:19), provocando a ira vingativa de Jezabel: “Façam-me os deuses como lhes aprouver se amanhã a estas horas não fizer eu à tua vida como fizeste a cada um deles” (19:2).
Jezabel não visava apenas a vida de Elias. Ela pretendia, acima de tudo, decapitar o movimento de restauração espiritual iniciado no Monte Carmelo, silenciando o seu líder! No vers. 3, vemos como Elias sentiu a pressão da ameaça e fugiu para salvar a vida!
Observando como o profeta cedeu ao medo, precisamos de ter consciência de que um líder cristão não é infalível. Tal como Elias, pode fraquejar: “Elias era um homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos…” (Tg 5:17). Como necessitam da nossa compreensão, do nosso apoio e das nossas orações os pastores das igrejas e outros líderes do trabalho de Deus! Do que não precisam, de certeza, é de crítica maldosa e de maledicência…
Expectativas falhadas. Porque reagiu Jezabel de forma tão violenta aos acontecimentos do Monte Carmelo? O certo é que ela representava os interesses ligados à adoração de Baal em Israel (16:29-32). E mesmo com os falsos profetas mortos e a sua religião exposta ao ridículo, ela, Jezabel, mantinha intacto todo o seu poder! Ninguém se atrevia a enfrentá-la…
Possivelmente, Elias estaria perguntando a si mesmo: “Onde está todo o povo que, no Carmelo, reconheceu que só “o Senhor é Deus”? Para onde foram os executores dos profetas de Baal (18:39-40)? Talvez Elias esperasse que a vitória do Monte Carmelo desencadeasse, imediatamente, o reavivamento pelo qual lutava. Mas isso, de facto, não aconteceu…
Sucede também conosco, angustiarmo-nos e perdermos a esperança quando a solução dos nossos problemas demora um pouco mais… Lembremo-nos de que o nosso tempo não é, necessariamente, o tempo de Deus! Confiemos Nele e saibamos esperar o momento certo da operação da Sua mão poderosa (2 Co12.7-10; Rm 8:28).

3. Elias chegou a ponto de ficar em desespero.
Precisamos de estar atentos aos sinais denunciadores de queda iminente em estado de depressão, de desespero. Elias tinha alguns destes sinais:
Medo. A ameaça de Jezabel atemorizou o profeta, levando-o a fugir do perigo (19:2-3). Sem dúvida, qualquer ameaça de morte deve ser levada a sério e obriga à tomada de precauções; mas não podemos permitir que o medo nos domine e controle (1 Jo 4:18; Rm 8:15). “…maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 João 4:4).
Cedência, rendição. Elias caminhou até Berseba, onde “deixou o seu moço” , o seu criado (19:3). Com este gesto, mostrava que desistia de tudo: do seu ministério profético, da luta contra a idolatria, da própria vida (19:4)! É como se dissesse: “Basta! Já fiz tudo o que podia! Não faço mais nada! Quero morrer!”
Recordemos a exortação e a promessa da Palavra de Deus: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” (Gál. 6:9).
Isolamento. Elias isolou-se, procurou ficar sozinho. Internou-se no deserto, “caminho de um dia”, e só parou num local onde presumiu que não seria encontrado (19:4). Depois de alimentado pelo anjo do Senhor, voltou à sua caminhada solitária (mais quarenta dias inteiros) até ao Monte Horebe, que é o Monte Sinai (19:5-8).
Se alguém se auto-isola, deve ser observado com cuidado: pode estar à beira de uma depressão!
Pensamentos mórbidos, negativos, estão ligados, quase sempre, a uma crise de auto-estima! Era esse o estado de Elias quando fez uma oração que o Senhor não iria atender (19:4)!
Cuidado com o que ocupa a nossa mente! Pensamentos negativos são uma ameaça para a saúde física e espiritual! Em Filip. 4:8, o apóstolo Paulo diz-nos o que devemos ter no pensamento: tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, digno de ser amado, agradável de se ouvir (de boa reputação), tudo o que é digno de louvor!
Exaustão. Desde o Monte Carmelo, passando por Jezreel e Berseba, Elias deve ter caminhado mais de 250 quilómetros! Estava física e emocionalmente esgotado, e ainda lhe faltava andar outro tanto para chegar ao Monte Horebe, destino que a si mesmo tinha imposto!
O cansaço é mau conselheiro! Temos a responsabilidade de preservar o nosso corpo nas melhores condições para o serviço do Senhor!
Desobediência. Notemos a pergunta de Deus a Elias quando ele, finalmente chegou a Horebe: “Que fazes aqui, Elias?” (19:9). O Senhor tinha-o enviado para junto do ribeiro de Querite (17:3), para Sarepta (17:9), para Samaria (18.1-2) e para Jezreel (18:46), mas não para Berseba, para o deserto, nem para Horebe! Afinal, Elias tinha cometido o pecado tão comum em nós mesmos: o da desobediência!

4. Elias teve o seu ânimo restaurado!

Apesar de não o ter enviado, o Senhor permitiu que Elias alcançasse o lugar onde estavam as raízes espirituais de Israel: o Monte Sinai! Quando o Seu servo mais precisou, Ele estava lá para o amparar e restaurar!
Deus intervém! No momento em que o ânimo de Elias bateu no fundo, o Senhor o socorreu através do Seu anjo (19:5-7). Uma das mais valiosas promessas da Escritura, é a da assistência dos anjos de Deus a nosso favor (Hb 1:13-14; Dn 3.24-28; Mt 4.11). Depois, foi o próprio Deus quem confortou e orientou Elias (19:9-18). Ele não se manifesta sempre da mesma maneira (compare 1 Rs 19.11-13 com Ex 19.16-19), mas o Trono da Graça está pronto para socorrer os Seus “em ocasião oportuna” (Hb 4:16).
Recuperação física. Quando Elias estava exausto e faminto, Deus lhe providenciou descanso e alimento (19:4-8), sem os quais não estaria em condições de ouvir “a palavra do Senhor” (19.9). O repouso é muito importante!
Há crentes que não vão à igreja, com a desculpa de que não conseguem tirar proveito da Escola Dominical e do Culto, porque os acham cansativos, sempre a mesma coisa, enfim… uma maçada! Seria interessante perguntar-lhes o que andam a fazer durante a semana e particularmente na noite de sábado, para não estarem em condições de adorar o Senhor juntamente com os seus irmãos na fé! Somos fiéis na mordomia do nosso tempo e do nosso corpo?
Confirmação do ministério profético. Depois de um ministério passado tão rico, Elias estava como que desligado, inoperante… Precisava de renovação e de um novo impulso, porque a sua missão ainda não terminara! Pela mão de Deus, ele voltou em pleno, ungindo os novos reis da Síria e de Israel, e o seu sucessor Eliseu (19:15-21). É bom podermos dizer, como Paulo, “combati o bom combate”, mas não que “completei a carreira” antes do tempo determinado pelo Senhor!

5. Elias Desafia o Povo Vacilante de Israel

Numa impressionante demonstração de coragem e fé, Elias desafiou 850 falsos profetas, que eram sustentados pela esposa do rei, a enfrentá-lo no Monte Carmelo. Eles aceitaram o desafio, e o povo de Israel foi testemunhar a grande disputa. Este era o mesmo povo que Elias procurava converter. Ele queria mostrar-lhes a grande diferença entre o Deus verdadeiro e os falsos deuses que o rei deles adorava. "Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: "Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; se é Baal, segui-o" (1 Rs 18:21).
Os israelitas, tão acostumados a seguir cegamente seus chefes religiosos, não responderam. Seus sentimentos estavam tão embotados por gerações de tradições pecaminosas que eram praticamente incapazes de distinguir o certo do errado.
Deus mostrou ao povo a diferença. Elias e os profetas de Baal prepararam dois sacrifícios. Construíram altares, puseram lenha neles e prepararam seus sacrifícios de novilhos. Elias convidou os profetas de Baal a serem os primeiros a oferecer seus sacrifícios, exceto que eles não acenderiam o fogo. Eles deveriam orar ao seu deus para que mandasse fogo para consumir o sacrifício. Elias sabia que Deus podia fazer isto, porque já tinha consumido outros sacrifícios em gerações anteriores. Mas, e Baal? Poderia produzir fogo? Seus profetas oraram, dançaram, e até se feriram para obter sua atenção, mas Baal não respondeu. Elias escarneceu-os, sugerindo que deveriam gritar mais alto para acordar seu deus. Eles berraram com mais força, mas o impotente Baal nada fez.
Elias preparou seu sacrifício. Para ter certeza de que ninguém pudesse reclamar que ele tivesse usado de alguma trapaça, ele pediu que fosse trazida água para molhar totalmente o sacrifício, a madeira e o altar. Eles trouxeram tanta água que o rego que ele tinha escavado em volta do altar encheu-se. Somente a ação de Deus poderia incendiar este sacrifício! E foi exatamente isto que aconteceu. Elias orou: "Responde-me, Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, Senhor, és Deus e que a ti fizeste retroceder o coração deles" (1 Rs 18:37).
Deus não deixou dúvida. "Então, caiu fogo do Senhor, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e a terra, e ainda lambeu a água que estava no rego. O que vendo todo o povo, caiu de rosto em terra e disse: O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!" (1 Re 18:38-39). Os falsos profetas que tinham enganado o povo foram mortos.

IV. Jesus ouviu palavras de encorajamento de Moisés e Elias acerca do seu calvário.

3. Moisés e Elias, os representantes ilustres, segundo o pensamento judeu, da Lei e dos Profetas, apareceram falando com ele sobre os próximos acontecimentos em Jerusalém (Lc. 9:31). Essa conversação mostrou aos discípulos que a morte do Messias não era incompatível com o V.T. Considerando a transfiguração como uma pré-estreia do reino messiânico (16:28), alguns têm visto em Moisés (que já morrera) e Elias (que passara desta vida para a outra sem experimentar a morte) os representantes dos dois grupos que Cristo trará com ele para estabelecer o seu reino: santos mortos ressuscitados e santos vivos transladados. Do mesmo modo os três discípulos são considerados representantes dos homens vivos na terra por ocasião do Segundo Advento

Quando veio à Terra, Jesus Cristo deixou de lado sua glória (Jo 17:5). Por causa de sua obra consumada na cruz, recebeu de volta sua glória, que hoje compartilha conosco (Jo17: 22,24). No entanto, não precisamos esperar pelo céu para participar dessa "glória da transfiguração". Quando nos entregamos a Deus, ele "transfigura" nossa mente (Rm 12:1, 2). Ao nos sujeitarmos ao Espírito de Deus, ele nos transforma (transfigura) "de glória em glória" (2 Co 3: 18). Ao examinarmos a Palavra de Deus, vemos o Filho de Deus e somos transfigurados pelo Espírito de Deus na glória de Deus.

A glória de seu reino. No encerramento de seu sermão sobre tomar a cruz, Jesus prometeu que alguns de seus discípulos veriam "o Filho do Homem no seu reino" (Mt 16:28). Selecionou Pedro, Tiago e João para testemunhar esse acontecimento. Esses três amigos e sócios (Lc 5:10) haviam acompanhado Jesus à casa de Jairo (Lc 8:51) e, posteriormente, estariam com ele no jardim do Getsêmani, antes da crucificação ( Mt 26:37).

Nessas três ocasiões, o assunto principal foi a morte. Jesus estava ensinando a estes três homens que ele é vitorioso sobre a morte (ressuscitou a filha de Jairo) e se entregou à morte (no jardim). A transfiguração ensinou que ele foi glorificado na morte. A presença de Moisés e de Elias foi significativa, pois Moisés representava a lei e Elias os Profetas. Toda a lei e os Profetas apontam para Cristo e se cumprem em Cristo (Lc 24:27; Hb 1:1). Nenhuma palavra do Antigo Testamento deixará de ser cumprida. O reino prometido será estabelecido (lc 1:32, 33, 68-77). Assim como esses três discípulos viram Jesus glorificado na Terra, também o povo de Deus o veria em seu reino glorioso na Terra (Ap 19:11 - 20:6). Pedro aprendeu essa lição e nunca mais a esqueceu. "Nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade [...] Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética" ( 2 Pe 1:12ss). A experiência de Pedro no monte apenas fortaleceu sua fé nas profecias do Antigo Testamento. O mais importante não é testemunhar grandes feitos e prodígios, mas ouvir a Palavra de Deus. "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi" (Mt 17:5). Todos os que são nascidos de novo pertencem ao reino de Deus 00 3:3-5). Trata-se de um reino espiritual, separado das coisas materiais deste mundo (Rm 14:17). Mas um dia, quando Jesus voltar, haverá um reino glorioso por mil anos (Ap 20: 1-7), com Jesus Cristo governando como Rei. Os que crerem nele reinarão com ele na Terra (Ap 5:10).

A glória de sua cruz. Os discípulos precisavam aprender que o sofrimento e a glória andam juntos. Pedro não queria que Jesus fosse a Jerusalém para morrer, de modo que Jesus teve de ensinar-lhe que, sem seu sofrimento e morte, não haveria glória. Sem dúvida, Pedro aprendeu a lição, pois em sua primeira epístola enfatiza repetidamente o sofrimento e a glória (1 Pe 1:6-8,11; 4:12 5: 11 ). Moisés e Elias conversaram com Jesus Seu sofrimento e morte não seriam um acidente, mas uma conquista. Pedro usa a palavra partida ao descrever sua morte iminente (2 Pe 1:15). Para o cristão, a morte não é uma estrada de mão única para o esquecimento. Antes, é uma partida, um êxodo, a libertação da escravidão desta vida para a gloriosa liberdade da vida no céu. Pelo fato de Cristo ter morrido e pago o preço, pudemos ser redimidos: comprados e libertados. Os dois discípulos de Emaús esperavam que Jesus libertasse a nação da escravidão romana (Lc 24:21). Jesus não morreu para oferecer liberdade política, mas sim para conceder liberdade espiritual: fomos libertos do sistema do mundo (Gil :4), de uma vida fútil e sem propósito (1 Pe 1:18) e da iniquidade (Tt 2:14). Nossa redenção em Cristo é decisiva e definitiva.

A glória de sua submissão. Pedro não conseguia entender por que o Filho de Deus se sujeitaria a homens perversos e sofreria voluntariamente. Deus usou a transfiguração para ensinar a Pedro que Jesus é glorificado quando negamos a nós mesmos, tomamos nossa cruz e o seguimos. A filosofia do mundo é: "salve sua vida!", mas a filosofia cristã é: "entregue sua vida a Deus!" Ao se colocar diante deles em glória, Jesus provou aos três discípulos que a entrega sempre conduz à glória. Primeiro o sofrimento, depois a glória; primeiro a cruz, depois a coroa. Cada um dos três discípulos viveria essa importante verdade. Tiago seria o primeiro dos discípulos a morrer (At 12:1, 2). João seria o último, mas enfrentaria perseguições intensas na ilha de Patmos (Ap 1:9). Pedro passaria por muitas aflições e, no final, daria sua vida por Cristo 00 21 :15-19; 2 Pe 1:12). Pedro opôs-se à cruz quando Jesus mencionou sua morte pela primeira vez (Mt 16:22ss). No jardim, usou sua espada para defender o Mestre 00 18:10). Até mesmo no monte da transfiguração, Pedro tentou dizer a Jesus o que fazer, pois queria construir ali três tendas, uma para Jesus, outra para Moisés e outra para Elias, para que todos permanecessem ali e desfrutassem a glória! Mas o Pai interrompeu a Pedro e deu permite que seu Filho amado seja colocado no mesmo nível que Moisés e Elias. A ninguém [...] senão Jesus", esse é o padrão de Deus (Mt 17:8). Enquanto descia o monte com seus três discípulos, Jesus advertiu-os a não revelar o que haviam visto, nem mesmo aos outros discípulos. Mas os três homens ainda estavam perplexos. Haviam aprendido que Elias viria primeiro em preparação para a fundação do reino. A presença de Elias no monte seria o cumprimento dessa profecia? (MI 4:5, 6).

Jesus responde a essa pergunta de duas maneiras. Sim, Elias viria conforme profetizado em Malaquias 4:5, 6, mas, em termos espirituais, Elias já havia vindo na pessoa de João Batista ( Mt 11:10-15; Lc 1:17). A nação permitiu que João fosse executado e pediria que Jesus fosse morto. Apesar de tudo o que os líderes perversos fariam, Deus realizaria seu plano. Quando se dará a vinda de Elias para restaurar todas as coisas? Alguns acreditam que Elias virá como uma das "duas testemunhas", cujo ministério é descrito em Apocalipse 11. Outros acreditam que a profecia foi cumprida no ministério de João Batista e, dessa forma, Elias não virá outra vez.

Portanto, assim como Moisés e Elias, Jesus haveria de padecer bastante como fruto da incredulidade do povo Judeu.

Neste caso, Deus enviou estes personagens ilustres visando consolar e preparar ao Senhor Jesus acerca do sofrimento pelo qual haveria de passar.



V. As lições da transfiguração de Jesus.


Ha diversas lições e observações justas sobre a aparição desses dois homens. Moises e Elias,


  • MOISES representa, como nenhum outro, a autoridade da lei, e geralmente serve de símbolo do judaísmo em geral. Diversas tradições associavam Moises a vinda do Messias. Jesus, em sua vida e ministério, era qual outro Moises, posto que deu uma nova lei. organizou uma nova congregação e estabeleceu uma nova ordem de coisas. Moises, no pensamento judaico, estava associado a gloria do reino de Deus.
  • Elias representa os profetas, por ter sido um dos maiores profetas. Jesus recebeu, portanto, o testemunho dos profetas, porque, realmente, todos eles profetizaram a seu respeito. Porem, tal como no caso de Moises. Jesus recebeu o testemunho direto de Elias, o que serviu de confirmação da sua missão como o Messias de Israel. O profeta Elias também era associado a esperança messiânica, e muitos esperavam a sua visita pessoal antes da manifestação do Messias. O vs 10 deste mesmo capitulo ilustra essa ideia. Aqui. pois, Elias talvez tenha aparecido como cumprimento parcial da profecia, ou, pelo menos. como demonstração da ligação de sua pessoa com 0 Messias.
  • JUNTOS. Moises c Elias mostraram a aprovação do Pai a pessoa e a missão de Jesus; e também demonstraram que Jesus cara o Messias de Israel, que se baseava na religião e esperança messiânica dos judeus, não sendo ele o fundador de uma religião inteiramente separada da fé de Israel. O aparecimento de Moises e Elias testificou que suas obras se completavam em Cristo.
  • Ha diversas outras interpretações: Elias representa os redimidos arrebatados (da igreja), porquanto não passou pela morte. Moises representa os redimidos que experimentam a morte física. E difícil afirmar o simbolismo dessas figuras, mas os fatos mencionados nas posições um e três. Certamente, a visão antecipa a parousia e a gloria do reino eterno.
  • A passagem de Lc 9:31. que apresenta a ideia geral da conversa havida, ilustra o fato indicando que a aparição daquelas personagens tinham o proposito de consolar e orientar a Jesus, porquanto prestes enfrentaria a morte, e o fracasso de sua tentativa de estabelecer o reino literal era. ao mesmo tempo, sua grande oportunidade de fazer expiação pelos pecados do mundo inteiro. Jesus enfrentava a hora critica de seu ministério, e nessa hora a associação com Moises c Elias ajudou-o a cumprir com êxito essa fase de sua missão.
  • A palavra aqui traduzida por partida (Lc 9:31) e, literalmente, êxodo,e fala não só de sua morte, mas também de sua ascensão aos céus, e. realmente, de sua partida da terra, do fim de sua missão na terra. O mesmo vocábulo e usado com referencia a morte de Pedro ( Pe 1.15). Moises foi 0 líder do grande êxodo do povo de Deus, quando da saída do Egito. Jesus, mediante o seu êxodo, estabeleceria o alicerce da esperança para todo o povo de Deus sair deste mundo a fim de ir habitar no mundo além (Hb 3:18 e 4:8.
  • Alguns interpretes sugerem a identificação de Moises e Elias com as duas testemunhas do Apo. Ver a discussão sobre esse assunto em Ap 11:3-12.
  • Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.
  • «Falava ele ainda...·. Se outro acontecimento não tivesse interrompido a Pedro, certamente teria continuado a falar, como era de seu costume. Esta visão tem quatro elementos principais: 1. A transfiguração da aparência e de toda a pessoa de Jesus (vs. 2). 2. A aparição de Moises c Elias (vs. 3) A aparição da nuvem, que provavelmente não era uma nuvem física ou comum, mas uma manifestação de luz extraordinária, pois o texto diz nuvem luminosa. Essa nuvem os envolveu como se fora um nevoeiro.
  • Provavelmente o texto fala de um tipo de energia celestial. Sabemos que, nas experiências místicas, a presença dos fenômenos altera a atmosfera mental, c aqueles que não estão espiritualmente preparados para tais manifestações, são assaltados pelo medo. Para os mortais, sob condições comuns, habitar na atmosfera divina e experiência temível. Não temos muito conhecimento sobre tais manifestações, mas sabemos que elas acompanham as experiências místicas e podem produzir profunda alegria, êxtase, ou resultados opostos, como medo profundo. 4. A voz vinda dos céus.
  • Essa nuvem luminosa c celestial era justamente o sinal dos céus que os fariseus e saduceus quiseram ver, mas que lhes foi negado, ao passo que os discípulos, embora fracos c sem grande compreensão sobre a missão de Jesus e os seus propósitos, mas que eram honestos de coração e queriam receber o conhecimento da verdade, embora não tivessem solicitado tal sinal, receberam-no livremente da parte de Deus. Esse sinal, como também os demais acompanhamentos da visão, tinham 0 proposito de confirmar a missão messiânica de Jesus ante os apóstolos, ensinando-lhes algo sobre a gloria dele. e. posteriormente, teve o efeito de confirmar a mensagem de cristianismo perante eles.
  • Por diversas vezes houve nuvens relacionadas ao ministério de Jesus: 1. No seu batismo (Mat. 3:17). 2. Mais tarde. na ascensão (Atos 1:9). 3. Quando de seu segundo advento, também ha a promessa de que haverá uma nuvem (Mt 24:30).
  • ESSE tipo de manifestação era sempre associado . presença de Deus, no V.T. Os judeus intitulavam essa manifestação de shechinah, ou gloria, que no Talmude significa praesentia Dei, a presença de Deus. A palavra se deriva da raiz que significa *habitar. Deus deu ao povo de Israel uma nuvem para dirigi-lo no deserto, símbolo da presença de Deus que guia ( Ex. 13:21). Também lemos que, as vezes, essa manifestação enchia a casa do Senhor (I Rs 8:10). Posteriormente, essa manifestação passou a ser geralmente reputada uma prova da presença de Deus, e a própria palavra shechinah passou a ser usada para indicar a presença de Deus. Em Is. 4:5 temos a indicação de que a presença da gloria de Deus separa o mal do bem.
  • A gloria da presença de Deus serviu de símbolo do resplendor da Nova Jerusalém (Ap 21:23). Por meio dessas observações podemos ver a magnitude do sinal dos céus que foi concedido aos apóstolos, e, nessas circunstancias, ate ao próprio Jesus.
  • ...uma voz que dizia...» Os discípulos não precisavam erguer tabernáculos terrestres para abrigar a presença de Moises e Elias. Deus manifestou a sua própria presença sem precisar de qualquer edifício material, e demonstrou que a sua mensagem estava presente entre os homens, na pessoa de seu Filho. O reino literal ainda se demoraria, mas todos os benefícios desse reino poderiam ser usufruídos pelo crente, imediatamente. A voz transmitiu a mesma mensagem ja notada cm Mt. 3:17, quando do batismo de Jesus.
  • Amado·, neste caso, não significa o mais amado (superlativo), nem o único amado, mas amado ״ cm sentido especial, particular. Conforme sucedeu quando do batismo, aqui também temos a confirmação da aprovação divina a missão messiânica de Jesus e a sua pessoa, de maneira geral. Nessa altura de seu ministério. Jesus precisava dessa confirmação, porquanto enfrentava dura oposição da parte das autoridades religiosas, a possibilidade de morrer as suas mãos, e o fracasso no estabelecimento do reino literal a face da terra. Mas—a aprovação divina—veio demonstrar que, a despeito desses fatos que indicavam um aparente fracasso na missão messiânica de Jesus. a sua vida e sua verdadeira missão messiânica, segundo deveriam ser entendidas cm conexão com seu primeiro advento, não tinham falhado cm seus propósitos. Tudo estava correndo de acordo com o plano de Deus. O homem comum não teria percebido isso, nas circunstancias do momento. Por isso os discípulos também precisavam dessa confirmação; e o valor da visão não se perdeu, porque mais tarde lembraram-se desse acontecimento c das lições dai derivadas, e então puderam compreender o quadro inteiro. O cristianismo começou, portanto, com base cm uma fé firme. De certa maneira o cristianismo foi uma extensão do judaísmo; porem, dotado de mensagem própria, de escopo universal, cm que Cristo ocupa o centro.
  • Em diversas outros passagens nota-se a voz dos céus para transmitir algum recado de Deus, como Lc 2:14; Mt. 3:17; Mc 1:11; Lc 3:22; Jo 12:28; 2 Pd 1:17 e Jo 1:33.
  • Os discípulos, ou pelo menos Pedro, quiseram deter a Moises e Elias; mas a grande mensagem de Deus e ouvi o cristo. Temos aqui o cumprimento da profecia de Dt 18:15: O Senhor teu Deus te despertara um profeta do meio de ti. de teus irmãos, semelhante a mim: a ele ouviras.
  • Além dos demais benefícios da visão, que já foram mencionados, e claro que ela teve o efeito de fortalecer a fé dos discípulos na ressurreição, na transformação do povo de Deus. na sobrevivência da alma apos a morte física, na realidade do mundo do espirito, e, de maneira geral, nas realidades da vida espiritual e do mundo vindouro.
  • A aprovação da missão messiânica e cósmica de Jesus: O Pai aprovou a missão de Jesus. A visão demonstrou Isto é antecipou sua parousia e a gloria eterna de Cristo como Rei e Sumo Sacerdote.
  • Um Profeta Asceta. João pode ter vivido ou não sob os votos do nazireado (vide). Seja como for, ele vivia de modo extremamente ascético, vestido, como Elias, com pelos de camelo e comendo gafanhotos e mel silvestre, e falando acerca de acontecimentos apocalípticos e sobre a necessidade dos homens se arrependerem. Tudo, em João Batista, fazia lembrar Elias. e as multidões vinham ouvi-lo. 4. Retirada e Reforma. Embora, a exemplo dos essênios, João Batista se tivesse retirado do convívio social, de forma alguma ele se distanciou da sociedade de seus dias. Sua missão consistia em anunciar as condições, àquela sociedade, mediante as quais os homens de então deveriam acolher o Messias e o seu reino. O Batista engolfou Samaria em seu ministério (João 3:23). Se é que João Batista começou entre os essênios (um ponto muito disputado), então, por certo, ele não se limitou a essa «denominação», visto que a sua mensagem profética era universal, e ele não pregava a uma claque fechada, conforme faziam os essênios.
  • O Messias Anunciado por João Batista. O Novo Testamento deixa claro que João Batista esperava que o Messias estabelecesse o seu reino, pela força, se necessário, e que isso constituiria um acontecimento apocalíptico. De fato, João referia-se a esse advento com termos idênticos àqueles em que os pregadores modernos aludem ao Segundo Advento de Cristo. O Novo Testamento não tenta esconder que o Batista, em certa medida, ficou desapontado diante do modo como Jesus se apresentou publicamente. Jesus não reuniu algum exército, nem se mostrou militante. Ao que parecia, não foi ao menos capaz de proteger o seu homem-chave, ou seja, ao próprio João Batista. Os adversários de Jesus pareciam estar ganhando todas as vitórias. Verdadeiramente, do ângulo de João, as coisas não estavam avançando nada bem. Foi por essa razão que ele enviou mensageiros a Jesus, para que indagassem se ele era, meramente, o Messias, Aquele pelo qual ele, João Batista estava esperando. (Mt 1:2 ss) . João ouvia falar sobre os grandes prodígios de Jesus; mas ali estava ele mesmo, no cárcere. Como poderia ser isso?
Somente quem foi uma testemunha ocular da transfiguração pode falar com tanta autoridade da exaltação do Senhor! Bendito para todo o sempre seja o nome de Jesus!!

Se você meu irmão , minha irmã, está ´passando por dificuldades, e se há barreiras intransponíveis à sua frente, creia que o mesmo Jesus que em tudo foi tentado mas jamais cedeu à tentação, vencendo a todas elas, poderá perfeitamente te socorrer nas suas aflições e angústias.

Que Deus nos abençoe e nos guarde no seu grandioso amor em nome de Jesus, amem 



domingo, 16 de abril de 2017

A missão de um atalaia

Por Jânio Santos de Oliveira


 Pastor e professor da Igreja evangélica Assembléia de Deus em Santa Cruz da Serra
Pastor Presidente: Eliseu Cadena


Contatos 0+operadora 21 36527277 ou 21 xx 990647385 (claro)

Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

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Meus amados e queridos irmãos em Cristo Jesus, a Paz do Senhor!

Nesta oportunidade eu convido ao amado internauta para juntos meditarmos na Palavra de Deus no Livro do Profeta Ezequiel 33.6,7 que diz:


"A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte." (Ez 33 : 7) "Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia" (Ez 33 .6).

1 – E DISSE-ME: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.
2 – Então entrou em mim o espírito, quando falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.
3 – E disse-me: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais prevaricaram contra mim, até este mesmo dia.
4 – E os filhos são de semblante duro, e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor Jeová.
5 - E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber que esteve no meio deles um profeta.
6 – E tu, ó Filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que sejam sarças e espinhos para contigo, e tu habites com escorpiões, não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus rostos, porque são casa rebelde.
7 – Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.
8 – Mas tu, ó Filho do homem, ouve o que eu te digo, não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.
9 – Então vi que uma mão se estendia para mim, e eis que nela estava um rolo de livro. 

(Ez. cap. 2: 1 a  ).



Nas antigas cidades muradas havia o atalaia. Ele surgiu da necessidade de evitar os perigos dos invasores e ladrões. Era uma função obrigatória de defesa social, de abrigo das cidades e das nações.


Esses antigos guardas desempenhavam um papel de grande responsabilidade. Ao seu cuidado previdente e vigilância incansável ficavam entregues o sossego e a vida do povo; dia e noite tinham que vigiar (Is 21.8, 11, 12; 62.6).

A impiedade é o inimigo que anda a rondar o destino das criaturas. Ninguém escapa das suas investidas, por isso as Escrituras comparam os cristãos a atalaias e vigias fiéis.



I. O papel de destaque, que exercia o atalaia nos tempos antigos.


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 O atalaia era um homem de vigia, sentinela, despertado, ativo e acima de tudo, fiel, leal ao Senhor. Ezequiel era de família sacerdotal, a história conta que ele era filho de Buzi. Ele também foi sacerdote. Naquela época só poderia iniciar o sacerdócio aos trinta anos. Mas justamente no ano em que ele completaria os seus trinta anos, se encontrava no cativeiro babilônico (Ez. 1: 1),  cerca de 1.100 quilômetros distante do Templo de Jerusalém. Ezequiel por permissão divina viveu entre os exilados, foi onde o Senhor mais o usou em Sua causa. Às vezes, é complicado de entender as razões, os meios que o Senhor usa em prol de uma alma. Já temos aprendido desde o livro do profeta Isaias, Jeremias e suas lamentações sobre as profecias devastadoras, que, aliás, se cumpriu tudo que foi profetizado àquele povo rebelde, mas não poderíamos imaginar que no meio dos rebeldes, o Senhor não pouparia os fieis, obedientes, que lamentava chorando tudo aquilo que acontecia no meio dos devassos. E assim foram homens íntegros, santificados, como Ezequiel, homem pronto, preparado para receber as ordenanças do Senhor, que seriam as mais difíceis como veremos um pouco na história de Ezequiel. Havia em Babilônia um homem em especial que precisava ser salvo, e penso que já sabemos muito bem de quem se trata. Vejamos um texto importante nessa questão: (I Co 1.28). Mas, voltando ao exílio de Ezequiel, foi quando na segunda vinda a Jerusalém, que Nabucodonosor deportou para Babilônia o rei Joaquim e a família real, com mais dez mil membros da alta sociedade. Ezequiel estava entre eles. Era contemporâneo do profeta Jeremias, porém mais novo (2 Rs 24: 12 a 14). Ezequiel era casado, mas sua mulher morreu em meio ao cativeiro (Ez. 24: 15 a 18). Interessante que o Senhor é insistente com Sua Palavra, enquanto há um fiozinho de esperança, de que haja salvação. Mesmo tendo dado o cumprimento da profecia, o Senhor trabalhou em prol dos perdidos, tocando naquele rei mau para que levasse também os santos para o cativeiro, pois o Senhor precisava usa-los ali naquela terra, não só em prol da alma do rei, mas também continuar transmitindo as Suas mensagens de salvação. Ezequiel era muito jovem quando foi levado ao cativeiro junto aos 

transgressores da Palavra. O nome Ezequiel significa: “Deus 

fortalece”. A profecia de Ezequiel é marcada por visões e ações 

simbólicas (versos 1 a 3) Numa delas ele come um rolo (livro) (Ez. 

3: 1 - 4). É impossível relatar todo o trabalho espiritual, esmerado 

desse homem. Mas como estamos seguindo uma sequência, desde 

Gênesis, já temos certa condição para entender o conteúdo desse 

livro. Toda essa história relatada no livro, se passa no cativeiro. 

As visões arrebatadoras de Ezequiel foram essências para a 

mensagem geral do livro por dois motivos: 


1- Reforçam a veracidade do conhecimento do profeta. 

A escatologia predominante nas visões mostrou aos exilados que 

as promessas do Senhor ainda eram válidas, os ossos secos 

poderiam ganhar vida e voltarem a se reunir. (Ez. 37: 1 a 14).  - 

Acima de tudo, as visões de Ezequiel foram meios de transmitir, o 

conhecimento de Deus aos exilados. A visão das rodas (Ez 10: 1 a 

12) Os detalhes desta visão estranha e complexa, com suas 

criaturas de difícil interpretação, desafiam qualquer explicação. 

Porém, a intenção da visão é inconfundível. Mas o Senhor quis 

mostrar a Ezequiel, e falar aos cativos que: Ele o Senhor Vive e 

Reina nos Céus, Majestoso, exercendo o controle absoluto sobre 

toda a criação, mesmo estando eles ali cativos na Babilônia. No 

verso 12 vemos como que; uma carruagem em movimento 

Magnífico, cheia de Olhos em redor, representando sua Presença 

em qualquer direção. Pois os seus olhos veem tudo e por isso, 

certamente Ele agiria em favor do seu povo no tempo certo.


Ezequiel Profetizou fora de Israel. 


O Senhor chamou Ezequiel 


pelo título de “Filho do 

Homem” dezenas de vezes no livro. Só existe essa mesma 

expressão no livro do profeta Daniel (Dn. 8: 17). Sabemos que, 

essa expressão é dirigida através do Pai ao Filho Jesus, aquele 

cuja promessa era de salvação exclusiva ao povo judeu (João 1: 

11). Então vemos Ezequiel feito profeta entre os exilados judeus, 

porém fora de Israel na terra de Babilônia, isto significa uma 

ruptura, da mesma forma como aconteceu com Jesus Cristo, veio 

para o que era dele, mas os dele não o receberam, então 

desbravou, estendendo a sua Palavra a toda a humanidade. 

Portanto Ezequiel também foi um tipo de Cristo. Ezequiel 

sacerdote, Jesus Sumo sacerdote (Hb 4. 14 -16). 

 Vejas as dez características de um verdadeiro atalaia:

II. O ATALAIA DEVIA SER PESSOA DA MAIS ALTA CONFIABILIDADE.


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O atalaia não podia ser aventureiro, não podia agir com irresponsabilidade... Muitas vidas dependiam do seu trabalho.

A escolha do atalaia era uma eleição muito importante... hoje em dia diríamos hoje que seria um caso de segurança nacional.

Com a presença do atalaia, os moradores da cidade podiam dormir sossegadas... porque alguém estava de plantão, e caso alguma anormalidade ocorresse, a segurança de todos estava garantida: o atalaia soaria a trombeta, despertando os soldados e a população.

III. O ATALAIA DEVIA SER PESSOA COMPETENTE





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Lemos no v.3 que a função do atalaia era "avisar o povo", sempre que ele visse o inimigo se aproximando: "Quando vê o inimigo chegando, o vigia dá o alarme para avisar toda a gente".

É interessante observar esta informação do v.3: "Quando vê o inimigo chegando".

O atalaia não podia ser cego não. Precisava ser alguém de boa visão.

Atalaia cego é igual a atalaia nenhum.

Também o atalaia não podia ser míope (naqueles dias óculos e binóculos ainda não existiam, portanto, o atalaia tinha que ter olhos sadios ele não podia ter trave de madeira nem cisco no olho (a linguagem de ontem diz "argueiro") tinha que ser competente para a função.

IV. O ATALAIA DEVIA SER PESSOA QUE AMASSE O SEU POVO
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Ai do povo cujo atalaia resolvesse "tirar uma soneca na rede" ou prestar serviço pro inimigo, deixando de dar o alarme ou os portões somente encostados!
Mas o atalaia não faria isto, porque o seu compromisso com a segurança do povo está no fato de amar o seu povo.

Um cristão do século passado dizia que "os oito primeiros versículos deste capítulo deveriam ser lidos de joelhos e com a oração para que manifestássemos uma obsessiva paixão pelas almas".

De fato, só um grande amor pela vida das outras pessoas poderia levar alguém a firmas os pés sobre o muro, e vigiar durante a madrugada para que o inimigo não apanhe a ninguém de surpresa...

Foi esse amor pelas pessoas, essa paixão pelas almas, que fez com que o inglês Guilherme Carey, considerado o pai das missões modernas, abandonasse a sua terra, para seguir, em 1793, para a Índia, num navio movido à vela, numa viagem que durou cinco meses.

E na Índia, Guilherme passou os quarenta e um anos restantes da sua vida e os primeiros convertidos só começaram a aparecer, depois de sete anos de trabalho intenso. Guilherme Carey foi atalaia... ele avisou muitos indianos do perigo que é viver sem Jesus.

O atalaia ama o seu povo, por isso o avisa... E faz isso tocando a trombeta - o v.3 nos revela isto: o atalaia toca a trombeta (nesse caso a versão na linguagem de ontem é melhor: "vendo ele que a espada vem sobre a terra, tocar a trombeta e avisar o povo". A NVI também traz "trombeta".

V. DEVE OUVIR (V. 7).

O que devo ouvir da parte de Deus? Esta pergunta parece um tanto estranha, mas entendemos que Jesus é a Palavra encarnada, e é dEle que devemos falar. Lembre-se da transfiguração quando Deus deixou claro que é Jesus a quem devemos ouvir. Muitos dão ouvidos a outras vozes e tornam-se incapazes do ofício de atalaias do Senhor;

VI. DEVE ADVERTIR.


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Advertir até os ouvintes reconhecerem a sua iniqüidade. Jesus nos advertiu sobre muitas coisas. Ele nos advertiu sobre o pecado, esmola, oração, jejum, as riquezas deste mundo, ansiedade, sobre servir a dois senhores, sobre o hábito de julgar os outros, sobre os dois caminhos, os falsos profetas, sobre quem entrará no reino de deus, sobre os dois alicerces.

Se tudo isso não nos chama a atenção é devido a nossa falta de interesse em advertir àqueles que estão olhando em outra direção, e assim deixando de cumprir a nossa tarefa de atalaias.

VII. OBEDECER (V. 9).

A advertência é igual a uma ordem de conversão. Conversão é um ato de obediência e deve partir do coração do homem. A questão da obediência está ligada a idéia de que os advertidos precisam saber que sofrerão o castigo por causa dos seus pecados e de sua falta de obediência



VIII . Estar sempre vigilante.

O menor cochilo era punido com rigor porque trazia conseqüências. Um guarda descuidado é inútil e perigoso como uma Igreja que dorme em vez de vigiar e proclamar a salvação em Cristo. Pregar a verdade é missão constante que deve tomar os cuidados da Igreja. Quando ela deixa para quando puder sua obra missionária, para quando terminar o templo está falhando com sua missão.

IX . O guarda nas antigas cidades deveria ocupar os pontos mais estratégicos.


Tinha seu posto nas portas das cidades, nos morros, nas torres e lugares altos. Assim, deve a Igreja executar sua obra evangelística.

É preciso escolher os campos, os lugares, os meios e métodos de pregar e chamar os pecadores a Cristo. Nos negócios do Reino de Deus é preciso ocupar os pontos estratégicos, aproveitando os melhores meios para transmitir a mensagem.
A Igreja fará isso através dos seus membros, que ocuparão os lugares estratégicos e farão os contatos com as pessoas que têm de ser avisadas do perigo. Além disso, a igreja, como instituição, poderá manifestar-se quanto às grandes questões da nossa épocadenunciando o pecado onde ele aparecer.

X . O atalaia tinha que tocar a trombeta e avisar a cidade de qualquer perigo possível. 


Isso era feito ao mesmo tempo. Tocava a trombeta para despertar a atenção. Avisava, dando a notícia necessária no momento certo.

A Igreja, portanto, tem que unir sempre em sua obra de apoio e fundamento da verdade, a trombeta e o aviso. Precisamos falar a cada pessoa em particular mas precisamos fazer a mensagem chegar à cidade toda. Precisamos chamar a atenção para o perigo (trombeta), mas também entregar a mensagem que salva (aviso). Esses dois fatores devem andar juntos.

X . O atalaia não podia dar alarme falso. Era punido quando isso acontecia.

Da mesma forma é um grave erro todo alarme falso que uma determinada igreja use na sua obra de pregar o evangelho. A mensagem é uma só. Quaisquer acréscimos ou inovações devem ser imediatamente rejeitados. Só há um aviso certo: A alma que pecar, certamente morrerá. E só há um em quem se possa ter salvação: Jesus (At 4.12).

Mas nós não podemos nos iludir pois o inimigo não desiste fácil, e podemos ver no texto que mais uma vez que ele ficou por demais irado e agora sem tanta sutileza resolve fazer um ataque mais direto. Não devemos subestimá-lo (V.v 7,8)

Neemias mais uma vez busca forças através da oração, só que agora passa a se preocupar também com a vigilância. (V. 9) ler também (Mt 26:41)

Outra característica de Neemias é que ele era um líder de estratégias, e como vemos no verso 13 ele coloca as famílias juntas, (unidas) na luta para reedificar o muro. Ele sabia que se não houvesse unidade de propósitos seria muito difícil vencer aquela batalha.

Podemos observar outra qualidade em Neemias. ele sabia como incentivar seus liderados, colocando sempre o Senhor como a força, como aquele que pelejaria a batalha e lhes daria a vitória, como pode ser observado no verso 14.

Outra preocupação dele era a necessidade de trabalhar na reedificação armado , pois sabia que não poderia se defender e nem contra-atacar se estivessem desarmados.

No vs. 19 à 23 nos mostra que Neemias não deixou que largassem suas armas um só minuto. Se nós não estivermos sempre armados com a palavra de deus (que é a espada do espírito), não conseguiremos vencer os ataques que o inimigo dispara contra nós. Nós estamos engajados na obra do senhor (Ef 6:14-17)

 COMO DEVE SER UM ATALIA

A obra de Deus é muito extensa e é necessário estarmos preparados para fazei-la da melhor forma possível, como um instrumento de benção a ser usado por Ele. Um atalaia deve ser:

1. CHEIO DO ESPIRITO: Ao recebermos Jesus somos selados com o Espírito Santo (Ef 1:13) , mas nem todos são cheios do Espírito.

A condição para ser cheio do Espírito Santo é em primeiro lugar se submeter em tudo à vontade de Deus (Ef 5:17) e não viver em contendas mas, ao contrário, abrir a boca para falar e cantar a Palavra de Deus, ser sempre abundante na gratidão e estar sempre pronto a se sujeitar ao irmão, por temer a Deus. (Ef 5:18-21)

2. SUBMISSÃO: Submeter-se à uma autoridade é estar sempre pronto a obedecer, mesmo quando esta obediência contrariar a sua vontade. (Hb 13:17).

3. FIDELIDADE: Jamais receberemos uma grande responsabilidade das mãos do Senhor, se não formos fieis às pequenas coisas. (Mt 25:21)

4. PREOCUPAÇÃO COM A OBRA: É necessário que nos interessemos pela ordem dos cultos, limpeza da Igreja e principalmente pelas almas, em especial àquelas que não conhecem a Jesus Cristo como Salvador. (I Co 15:58)

5. RESPONSABILIDADE: Tudo que te vier a mão para executar faça bem feito, nunca haja com relaxamento na obra do Senhor. (Jr 48:10)

6. DEPENDÊNCIA DE DEUS: Jamais confie em suas próprias forças e nem na sua capacidade. É necessário ser humilde e reconhecer que sem Jesus nada podemos fazer, dependa sempre da capacitação que vem do alto. (Jo 14:26 / 15:5 – Cl 3:1)

7. PRONTIDÃO PARA OUVIR: O servo do Senhor também é conselheiro, porém, somente vai ter condições de aconselhar quando for pronto para ouvir. (Tg 1.19).

8. SIMPLICIDADE E PRUDÊNCIA: Ao mesmo tempo que o Atalaia deve ter um coração puro rejeitando a maldade, precisa ter prudência em suas ações para não ser pego de surpresa pelo inimigo. (Mt 10:16 ; I Co 14:20)

9. DESEJO ARDENTE DE SERVIR: Negue-se a sí mesmo e esteja totalmente entregue nas mãos do Senhor. Considere sempre o seu próximo superior a você, honrando-o. (Mt 20:26-28).

10. TER UM BOM TESTEMUNHO: O obreiro deve viver de acordo com a Palavra de Deus. É necessário ser irrepreensível para que o inimigo nunca tenha do que acusá-lo, pois conforme diz a Palavra, “… pêlos frutos vos conhecereis…” (Dn 6:4 ; Mt 7:20)

11. CONHECIMENTO DA PALAVRA: Ao vencer Satanás utilizando a Palavra de Deus, Jesus nos deixou o exemplo da importância de conhecermos a Bíblia e o seu poder. (Mt 4:10)

12. TER UMA VIDA DE ORAÇÃO: A oração deve ser o termômetro da nossa vida espiritual.

Muita oração muito poder, pouca oração pouco poder, nenhuma oração, nenhum poder. Aquele que não se habitua a orar não consegue ter intimidade com o Pai. (Lc 22:39-41)

13. TER O AMOR COMO BASE: Não adianta desempenharmos nossas funções na obra do Senhor se o amor não for o centro das nossas ações. O amor deve ser o motivo principal pelo qual você serve a Deus, pois Deus é amor e quem não ama não conhece a Deus. (I Co 13 ; I Jo 4:7-8)


XI. As características diferenciadas de um atalaia 

Atalaia – Sentinela, vigia,guardas.
Em muitas passagens do Antigo Testamento o Senhor usa a figura do atalaia como aquele sentinela que guarda, que vigia e que cuida. É aquela pessoa que fica num alto lugar, como torres, postos e grandes rochedos como no caso dos pastores para “enxergar de longe”. São colocados nesses lugares estratégicos para avisar de ataques inimigos que tentam invadir a fortaleza, de ladrões que tentam roubar a colheita e se qualquer coisa estranha venha a acontecer.
Porém é necessário ressaltar que existem dois tipos de atalaias : Os atalaias vigilantes e os atalaias cegos.Porém os atalaias espirituais (vigilantes) e os atalaias naturais (cegos).
Os atalaias vigilantes – O atalaia vigilante é aquele que está no posto, sempre vigiando o que acontece. O verdadeiro atalaia ele é espiritual, ele consegue enxergar antes que o inimigo venha, alertando seu povo quando o inimigo vem. Ele enxerga não pelos olhos naturais , mas pelos espirituais. Diz a palavra de Deus que Elias viu a chuva onde ela não existia ainda (1 Rs 18). O profeta Eliseu conseguiu enxergar um exército de anjos maiores que o exército da Síria (2 Rs 6:8). Josué e Calebe tiveram visão diferenciada do relato negativo dos outros espias (Nm 14:24,30). Um verdadeiro homem de Deus ele não olha nos olhos naturais, mas pelo olhos espirituais alertando a seu próximo de todo perigo. Ele fica atento ao que está acontecendo. De nada adianta você enxergar a ação do inimigo e não alertar.
Porque andamos por fé, e não por vista (2 Co 5:7).
Algumas características do verdadeiro atalaia:
1)O verdadeiro atalaia se prepara em Deus para não dormir espiritualmente. Antes de mais nada o verdadeiro atalaia se prepara espiritualmente para função. Para ser um atalaia é necessário que seja um homem de oração que busque a Deus e se prepare espiritualmente para seu ofício. Diz as Escrituras:
Vigiai e orai para que não entreis em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.(Mc 14:38)
2) Ele vigia e ora para estar apto a seu ofício – O verdadeiro atalaia não somente vigia, mas ele fica alerta em todo tempo. O inimigo sabe o momento certo de atacar e espera o vigia cochilar para agir. Satanás irá usar nossas fraquezas para tentar nos “anestesiar” do propósito. Seu maior objetivo é matar, roubar e destruir.(Jo 10:10). Como servos de Deus não podemos “cochilar”, mas sempre estar atento.Devemos portanto, ser sóbrios, vigiando como diz as Escrituras:
Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar. (1 Pe 5:8).
Vigiai, pois, a todo tempo,orando, para que possais escapar de todas estas coisas que tem de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem.” (Lc 21:36)
3) Avisar quando chegar o juízo de Deus
O livro de Ezequiel mostra o dever do atalaia espiritual,como aquele cuja responsabilidade é de avisar quando chegar “a espada”, ou seja, o juízo de Deus.(Ez 33:3-4).
. O maior objetivo do atalaia é avisar. O verdadeiro atalaia é aquele que mostra a situação espiritual de alguém , principalmente o mau e perverso para que esse venha andar num outro caminho. Como no caso do homem perverso, o objetivo é fazer que esse mude de caminho, ou seja, que esse se converta (Ez 33:9). No caso de justo é para que ele não peques.
Ao atalaia que não avisa diz assim a palavra do Senhor:
Mas, se quando o atalaia vir que vem a espada, e não tocar a trombeta, e não for avisado o povo, e a espada vier, e levar uma vida dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, porém o seu sangue requererei da mão do atalaia (Ezequiel 33:6).
Porém o aviso também é para os justos:
Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei (Ezequiel 3:20).
4)Tocar a trombeta – Creio que outro dever do atalaia espiritual é tocar a trombeta, gritando e clamando quando preciso, quando algo está estranho no forte, intercedendo junto ao seu Senhor quando necessário. Tocar a trombeta é proclamar a palavra de Deus.É Gritar,ou seja, clamar e interceder. O forte ou a fortaleza se refere a Igreja de Deus na terra. Tocar a trombeta também é transmitir a mensagem de uma forma que outras pessoas possa ouvir . E isto se refere também a uma pessoa que exorta e admoesta quando preciso para que esta pessoa não venha a ser prejudicada.
Paulo  disse a Timóteo:
“Pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências;E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.”(2 Tm 4.2-5)
3) Tem como maior objetivo ajudar na coletividade – O objetivo maior do atalaia é ser usado na coletividade e não somente na individualidade. Existem muitas pessoas que desejam ser atalaias,pela posição, que é estar no alto, pela visibilidade dos outros a seu respeito, mas poucos são aqueles que desejam “servir” aos outros como “verdadeiros atalaias”. A palavra de Deus diz que devemos perseveram em intensa vigília e súplica por todos os cristãos.
Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos (Ef 6:18)
4) Saber que sua função é falar por Deus e não convencer – Muitas pessoas deixam de ser atalaia de Deus com medo de haver represálias ou ter sua mensagem negada.
Mas, quando eu falar contigo, abrirei a tua boca, e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus: Quem ouvir ouça, e quem deixar de ouvir, deixe; porque eles são casa rebelde. (Ez 3:27)
5) Seguir a risca sua responsabilidade – Não cabe ao atalaia questionar ou fugir da sua responsabilidade , pois as consequências podem não ser muito boas como foi com o profeta Jonas. Conta o episódio bíblico que o Senhor pede ao profeta ir a Nínive, mas o profeta se levantou para fugir da presença do Senhor (Jn 1:3). Por causa disso, acabou o profeta tendo que passar por algumas aflições como tempestades.
Se eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão (Ez 33:8).
Por isso devemos entender que temos que ser servos vigilantes e espirituais em todo tempo. Não podemos negligenciar o chamado de Deus em nossas vidas. Muitas pessoas se escondem e preferem ser “politicamente correto”, não querendo se “queimar com alguém”, usando uma expressão de nossos dias. Porém, o que muitos não percebem é que Deus irá requerer todas as coisas que fizermos(Ez 18: 1-322 Co 5.10).
Devemos avisar os justos a não pecar e os ímpios a se converterem, para que nossa vida seja salva como diz as Escrituras
Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma (Ez 3:19).
Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi avisado; e tu livraste a tua alma (Ez 3:21)
Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus; convertei-vos, pois, e vivei (Ez 18:32)

XII. OS SERVOS DE DEUS SÃO ATALAIAS

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No v.7 lemos: "eu estou pondo você como vigia de toda a nação de Israel". A eleição de Ezequiel se deu por determinação de Deus.

Como sentinela de plantão, Ezequiel tem de avisar do perigo que é morrer sem arrependimento compete a ele falar ao ímpio do seu caminho mal.

E lemos aqui: caso o ímpio desse importância ao aviso e se arrependesse dos seus pecados, tudo estaria bem com o ele e com o ímpio arrependido. Se, entretanto, o ele não advertisse o ímpio, o ímpio morreria, mas todas as conseqüências reservadas ao ímpio seriam creditadas na conta do atalaia criminoso.

Os atalaias, tinham uma responsabilidade de avisar, de soar a trombeta em alto som quando o inimigo se aproximasse e se o atalaia tocasse a trombeta e o povo não se desse por avisado, o seu sangue seria sobre eles, e se o atalaia visse o inimigo se aproximando e não tocasse a trombeta e o povo não se desse por avisado e ali se tivesse morte , o sangue seria cobrado da mão do atalaia.
E como podemos ver em Ez 33:7, Deus nos fala que somos constituídos por atalaia, e bem sabemos que temos a responsabilidade de soar a grande trombeta que há dentro de nós, como um som de trombeta que soa bem alto assim somos nós, devemos fazer o que Deus nos ordena porque Ele é a nossa trombeta e já foi dado o toque de guerra, uma guerra santa que bem sabemos que os vencedores somos nós, mas temos que fazer a nossa parte.

Que Deus nos ajude a cumprir esta tão difícil, mas importante missão com a graça do Senhor e em nome de Jesus, amém!